Foi dado início, na manhã dessa segunda-feira (19), a Operação Mata Atlântica em Pé, que visa combater o desmatamento e a recuperar áreas degradadas do bioma no país. A iniciativa acontece em 17 estados brasileiros. Na Paraíba, as ações se concentram em 14 pontos. No entanto, detalhes e resultado das inspeções, com as infrações identificadas, somente serão divulgados no dia 30 de setembro, ao fim das vistorias.

No ano passado, a fiscalização apontou 7,29 hectares desmatados em solo paraibano, em seis áreas localizadas em João Pessoa, Alagoa Nova, Massaranduba e Areia, através do uso de sistemas de monitoramento das áreas via satélite. Dessa forma, os membros da ação localizam e, posteriormente, visitam propriedades com suspeita de desmatamento. Constatando as irregularidades, os responsáveis são autuados.

As fiscalizações na Paraíba têm o trabalho do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, que é um órgão do Ministério Público (MPPB), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Batalhão da Polícia Ambiental, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e da Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma).

Com alguns avanços tecnológicos implementados, as áreas fiscalizadas têm maior índice de cuidado por parte dos agentes. Uma das melhorias acontece na capacidade de captura das imagens de satélite, já que tem sido possível capturar áreas desmatadas em extensões de apenas ⅓ de um hectare.

Dados nacionais

Em 2021, a Operação Mata Atlântica em Pé identificou 8.189 hectares de vegetação ilegal em todo o país, alcançando o montante de R$ 55.531.184,19 em multas aplicadas. Foram fiscalizados 649 polígonos nas 17 unidades da Federação em que a ação foi deflagrada. Foram 21.642 hectares de floresta nativa desmatada entre 2020 e 2021, que são equivalentes a mais de 20 mil campos de futebol.

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