Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional destinada a comemorar os 31 anos de promulgação da Constituição Federal. Em destaque, ex-presidente da República (1985-1990), José Sarney. Foto: Pedro França/Agência Senado

Na eleições gerais de 2022, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) pode igualar José Sarney (MDB-AP) como o recordista de mandatos no Senado Federal. Se reeleito, Dias terá 5 mandatos na Casa Alta —assim como o ex-presidente da República.

Na Câmara, o recordista é Manoel Novaes (1908-1992), que ocupou uma cadeira no Congresso por 12 mandatos, de 1933 a 1983.

Os mandatos de deputados e senadores seguem regras diferentes: na Câmara, o período corresponde a uma legislatura de 4 anos, e na Casa Alta, a 8 anos —sendo renovada parcialmente a cada eleição.

Além de Sarney, que somou 38 anos na Casa Alta, 7 senadores foram reeleitos por 4 mandatos desde o Estado Novo, em 1945. Estão em atividade 2 deles: Álvaro Dias (MDB-PR), que tenta se reeleger pela 5ª vez; e Renan Calheiros (MDB-AL), que está em meio de mandato.

Já na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) tenta alcançar o recorde e busca o 12º mandato. Ele já se igualou em número de mandatos na Casa Baixa ao ex-presidente Ulysses Guimarães (1916-1992), do antigo PMDB de São Paulo, e a Miro Teixeira (Rede-RJ).

Atualmente, 3 deputados estão na Câmara há mais de 30 anos, cumprindo o 8º mandato: Átila Lira (PSB-PI); Átila Lins (PSD-AM); e Gonzaga Patriota (PSB-PE). Antes de se eleger presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) foi eleito como deputado por 7 mandatos.

A Casa Baixa tem, ao todo, 513 vagas. Neste ano, foram registradas mais de 10.000 candidaturas à Câmara no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao Senado, concorrem cerca de 240 candidatos.

Em 2 de outubro, 39 dos 81 senadores disputam algum cargo, e 27 senadores concluem o mandato de 8 anos. Tentam se reeleger 14 deles (35,9%), e 16 (41,03%) buscam o governo de seus Estados. Na última eleição, só 8 dos candidatos à reeleição na Casa foram bem-sucedidos.

Os demais tentam cargos de vice, deputado ou se colocam na suplência da Casa, além da Presidência da República, com Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil). Como as duas candidatas estão no meio do mandato, se perderem a corrida pelo Planalto, continuam no Senado.

 

Poder 360