Estamos às vésperas do dia marcado para a decisão de um dos pleitos eleitorais mais ferrenhos da história política brasileira. Uma verdadeira guerra de titãs. Decidir quem irá governar o país pelos próximos quatro anos nunca foi uma tarefa fácil, e agora principalmente.

Os brasileiros têm passado verdadeiros perrengues para ter seu “kit básico de sobrevivência”. Com uma inflação esmagadora, está quase inviável atender como se deve às muitas áreas da nossa vida, restando apenas uma: trabalhar e pagar contas. E “ai” de nós se não fizermos por onde estar em dia com esses dois setores. Do contrário, será dividir nada para dois, o que desafia as leis da matemática.

E por falar em matemática, que tal observar com mais cuidado se as contas das propostas mencionadas pelos candidatos à presidência estão batendo? Cuidado, caro (e) leitor, exercer a sua cidadania não é só votar, mas ter consciência do poder que você pode dar a alguém que vai estar no controle de muitas coisas que acontecem no Estado daqui para a frente.

Na verdade, quem está no controle somos nós, o povo. Nós que pagamos impostos e o salário daqueles que acham que é o contrário. É necessário pesquisar mais, ler mais, buscar sobre os direitos que temos, principalmente como funciona a dinâmica de gestão de um país. Para só então, saber em quem direcionar seu voto, algo tão valioso.

Se já mencionei a matemática, vou mencionar a linguagem, esta que é primordial num processo de escolha. Observar a comunicação de um candidato é de extrema importância, pois é na linguagem onde se escondem detalhes significativos que dizem respeito à personalidade e preparo de um aspirante a um cargo político.

Cada um tem liberdade para manifestar sua opinião sobre lado A ou lado B, porém, o que não pode imperar é o fanatismo político, afinal, ele não faz parte da lista de itens que compõem a cidadania, mas das banalidades pelas quais o ser humano se dispõe a defender. Não seria mais fácil gasta energias mentais para refletir sobre o bem de todos? Afinal, estamos todos no mesmo barco, não é mesmo? Fácil não é, mas quando passamos a entender que não somos meros figurantes nesse processo, a nossa mentalidade muda, deixando o nosso senso crítico mais apurado.

Eleitores são protagonistas. Sem eles, a trama social não existe. É para eles e com eles, e não o oposto. Sem migalhas, temos grandes direitos, mas o que falta é a noção de que mesmo havendo uma divisão de interesses da classe, no final das contas, todos pagam o mesmo preço. Um preço bem alto, diga-se de passagem. E você, (e) leitor (a) sabe muito bem do que eu estou falando.

Portanto, não perca a oportunidade de buscar investigar sobre a importância das suas escolhas para o futuro de todos que o cercam, pois, nada mais, nada menos, fazemos parte de uma cadeia social onde uma coisa depende da outra e, politicamente falando, os reflexos são sentidos com muita intensidade. Viva a cidadania!

Maria Daniele de Souza Lima

Sobre a autora: Estudante de Jornalismo, professora de Língua portuguesa e colunista. Paulista paraibana, apaixonada pelo mundo da comunicação.