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Houve entrada líquida de US$ 52,6 bilhões de janeiro a julho, uma alta de 57% em relação ao mesmo período do ano passado

Em 2022, o IDP (investimento direto no país) do Brasil teve o maior saldo de recursos desde 2012. De janeiro a julho, foi registrada entrada líquida de US$ 52,6 bilhões –uma alta de 57% em relação ao mesmo período de 2021.

BC (Banco Central) divulgou o resultado nesta 2ª feira (26.set.2022). Eis a íntegra do relatório (292 KB).

Diferentemente da aplicação de recursos estrangeiros na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), o investimento direto no país é voltado para ganhos de longo prazo. Inclui aplicações em áreas de negócios, como empresas, abertura de filiais multinacionais e obras de infraestrutura.

Só em julho, o saldo de investimentos somou US$ 7,7 bilhões, o que corresponde ao maior valor para o mês desde julho de 2014. O IDP subiu 16,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o BC, houve ingressos líquidos de US$ 5,6 bilhões em participação no capital e de US$ 2,1 bilhões em operações intercompanhia.

O IDP totalizou US$ 65,6 bilhões no acumulado de 12 meses até julho. O valor corresponde a 3,73% do PIB (Produto Interno Bruto). Até junho, o saldo era de US$ 64,5 bilhões, ou 3,69% do PIB.

CONTAS EXTERNAS

As contas externas do Brasil tiveram deficit de US$ 4,1 bilhões em julho. Aumentou 242% em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi registrada saída de US$ 1,2 bilhão.

As transações correntes do setor externo são formadas pela balança comercial, pelos serviços adquiridos por brasileiros no exterior e pelas rendas, como remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para outros países.

O deficit nas contas externas no acumulado de 12 meses somou US$ 36,6 bilhões –ou 2,08% do PIB. Até junho, era de US$ 33,6 bilhões (1,92% do PIB). Apesar de as contas externas registrarem deficit, o valor foi compensado pelo investimento direto no país no mês e em 12 meses.

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