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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reviu para baixo a projeção de inflação para este ano de 2022. A estimativa agora é de 5,7%. A projeção anterior, do mês de junho, apontava para uma inflação anual de 6,6%. A nova estimativa do Ipea fica ligeiramente abaixo da projetada pelo mercado. O último boletim Focus do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, 26, apontou que os especialistas de mercado estão esperando uma inflação de 5,88% para este ano, representando a 13ª semana seguida de revisão para baixo do boletim Focus.

Uma mulher e seu filho pré-adolescente circulam de máscara pelo corredor dos tubérculos em supermercado

A revisão do Ipea se deu por conta do comportamento dos preços administrados, combustíveis, energia, telecomunicações e outros. Serviços e alimentação continuam resistentes, mas, se cederem, há espaço para nova revisão para baixo da projeção do IPCA de 2022 pelo instituto, segundo a pesquisadora Maria Andréia Lameiras. “Se essa queda vier mais forte do que aquela que a gente está esperando, os alimentos no domicílio, eles podem, inclusive, fechar um ano com uma alta menor daquela que a gente projetou. E, levando em conta que esse grupo pesa mais ou menos 15% do IPCA, uma desaceleração mais intensa pode gerar, sim, uma inflação, no final do ano, abaixo de 5,7%”, explica.

O professor e economista Ruy Quintans destaca que, muito provavelmente, o IPCA do mês de setembro também vai ter deflação. Será a terceira queda consecutiva, e segunda deflação, algo que não acontecia há 24 anos. E a perspectiva, segundo ele, é de inflação baixa até o final do ano. “É bastante provável que tenhamos ainda uma perspectiva de queda na divulgação do IPCA mensal do mês de setembro e influência significativa para os meses, no que concerne ao curto prazo, ou seja, até o final do ano de 2022”, disse. Para 2023, o Ipea ainda está projetando uma inflação oficial para o país de 4,7%.

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