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O PL (Partido Liberal) tem o maior número de deputados eleitos em 4 das 5 regiões brasileiras. A sigla do presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em 1º no Nordeste (23), Centro-Oeste (12), Sudeste (40) e Sul, onde divide a liderança com o PT (Partido dos Trabalhadores), com 13 eleitos cada no domingo (2.out.2022).

Ao todo, o PL conquistou 99 cadeiras e consolidou a liderança na Câmara. Triplicou o número de deputados em relação ao pleito de 2018, quando elegeu 33 representantes ainda como PR (Partido da República).

O PL desbancou o PT no Nordeste, onde a legenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é historicamente forte. São 20 novos deputados petistas de um total de 151 na região, repetindo o resultado de 2018.

O Norte é a única região em que o PL não predomina. Lá, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) se isolou na liderança com 15 representantes.

Eis a nova composição da Câmara por região depois das eleições de 2022:

MUDANÇAS

Em 2018, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) elegeu 30 deputados e vê sua bancada cair para 13 no próximo ano. Com o desempenho nessas eleições, o partido deixa a liderança no Norte.

Naquele ano, o extinto PSL –partido pelo qual Bolsonaro foi eleito presidente da República– liderava em 3 regiões: Sudeste (29), Sul (10) e Centro-Oeste (5).

Em 2022, a sigla se juntou ao DEM para formar o União Brasil.

Eis a composição da Câmara depois das eleições de 2018:

MENOS PARTIDOS

O número de partidos políticos na Câmara dos Deputados também caiu. Em 2018, foram eleitos candidatos de 30 siglas, contra 23 neste ano. Com isso, mantém o número de partidos da atual legislatura.

A tendência de redução da quantidade de partidos deve se manter, ao mesmo tempo em que as bancadas das siglas crescem. Isso porque, conforme as regras em vigor, 83% dos recursos do Fundo Eleitoral vão para as bancadas com mais representantes na Câmara.

A aprovação da cláusula de desempenho como condição para acesso ao Fundo Partidário e ao horário eleitoral gratuito, além da proibição de coligações nas eleições proporcionais, também dificultaram a sobrevivência dos nanicos.

 

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