Homem é preso em flagrante após matar amigo a facadas em Itanhaém (SP). (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um homem de 42 anos, que seria apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi preso na tarde desta terça (4) em Itanhaém, no litoral de São Paulo, suspeito de matar a facadas outro homem, 59, que seria seu amigo e defensor da candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.

A assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança de São Paulo) confirmou a motivação política como possível causa do assassinato. Segundo a Polícia Militar, o corpo da vítima tinha vários ferimentos no rosto, costas e pescoço, causados pela faca.
Em depoimento, o apoiador de Lula teria dito que os dois moravam juntos e que a vítima é quem estaria com a faca. No momento da discussão, o bolsonarista teria caído sobre ela.

Foi solicitado perícia ao local, além de exame de corpo de delito à vítima. A faca foi apreendida. O caso foi registrado como homicídio na DIG (Divisão de Investigações Gerais) de Itanhaém.

ASSASSINATOS POR MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Assassinatos cometidos por apoiadores de Lula ou Bolsonaro ocupam o noticiário nos últimos dias. Um caseiro de sítio foi morto em um bar em Cascavel, no Ceará, após dizer que votaria no ex-presidente Lula. O caso aconteceu no último dia 24 e a Polícia Civil do Estado investiga o crime. Segundo a corporação, o autor foi identificado pelo nome de Edmilson Freire da Silva, 59, preso preventivamente nesta quarta (5).

Segundo apurou a reportagem com presentes ao local no momento do crime, um homem de 59 anos, com passagens por lesão corporal dolosa, entrou no estabelecimento e questionou “quem é eleitor do Lula”. Antônio Carlos Silva de Lima, de 39 anos, respondeu que votaria no petista e foi esfaqueado na costela. A polícia confirmou que o crime se deu após discussão política. No mesmo dia, um homem de 34 anos morreu após ser esfaqueado em um bar no município de Rio do Sul, em Santa Catarina. A Polícia Civil investiga se o crime teve motivação política ou se foi uma briga familiar. Ele usava uma camisa que fazia menção ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no momento do crime. A corporação identificou o autor do crime, um homem de 58 anos, e informou que ele é conhecido por ser simpatizante do PT, mas não revelou o nome dele.

Hildor Henker foi atingido na artéria femoral, chegou a ser levado ao hospital, passou por uma cirurgia, mas não resistiu e morreu. À reportagem, o delegado do caso Juliano Tumitan explicou que uma briga por política aconteceu pouco antes do crime, mas não confirmou se isso foi o principal motivo para o assassinato.

Em julho, a morte do guarda municipal Marcelo Arruda, apoiador do ex-presidente Lula, ganhou repercussão internacional. O agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa de aniversário do petista e matou a tiros o aniversariante, em Foz do Iguaçu (PR). O evento celebrava os 50 anos de Arruda, em uma comemoração temática do PT, com bandeiras e cores do partido e foto de Lula.

Segundo o boletim de ocorrência, ao invadir a festa, o atirador gritou “aqui é Bolsonaro”. Nas redes sociais, Guaranho demonstra apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e às pautas defendidas por seu governo.