A aliança entre Veneziano (MDB) e Pedro (PSDB) coloca uma pá de terra no desejo do “bolsonarismo-raiz” ter um candidato para chamar de seu. Ou seja, esse segmento bolsonarista está órfão de candidato ao governo da Paraíba, no segundo turno.

Pedro já tinha dito que não declararia apoio a ninguém nacionalmente, mas está aberto a receber. Aconteceu. Foi abraçado, primeiramente, pelo emedebista, que continua com Lula, mas vai com tucano no estado. Pedro não vê problemas.

Quem vê problema,  no entanto, é o  PL da Paraíba, comandado por Wellington Roberto, deputado federal eleito. Nesta sexta-feira (07), anunciou que ficará neutro na disputa local. Tentou pressionar para ter uma declaração de Cunha Lima, mas não obteve sucesso. O condicionamento não foi aceito.

Mas para onde irá o voto desse eleitor bolsonarista, do grau mais pesado ao mais leve ? Há quem entenda que por questão de aproximação ideológica, mesmo com os posicionamento neutro e incômodo do tucano, não há outro caminho se não apostar em PCL.

Mas há outras opções: votar nulo, branco ou se abster. Todas essas opções beneficiam o candidato que está na frente, nesse caso João Azevêdo.

Nilvan

Em entrevista à Rádio CBN Paraíba, na manhã desta sexta-feira (07), Nilvan admitiu que posição de Pedro é muito incômoda. “A posição de Pedro me incomoda muito”, afirmou.

Ele negou que a decisão que tomará seja determinada pela direção estadual, esteja ligada.  Deixou claro que assumirá um posicionamento de maneira independente. Porém,  quer ouvir o presidente Bolsonaro.

 

Jornal da Paraíba