Segundo especialistas do FMI (foto), serão necessários de US$ 140 bilhões a US$ 300 bilhões por ano até 2030 para os países emergentes se ajustarem aos danos físicos das mudanças climáticas. Da esquerda para a direita: Justin Worland, Hilen Meirovich, Vivek Pathak e Fabio M. Natalucci

De acordo com o 3º capítulo do Relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI (Fundo Monetário Internacional) publicado nesta 6ª feira (7.out.2022), é necessário que o investimento privado em projetos de infraestrutura com baixa produção de carbono dobre até 2030. Eis a íntegra do capítulo (1,2 MB, em inglês).

Segundo a organização, o capital privado precisa aumentar em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões, na cotação atual) nos próximos 8 anos à medida que mercados emergentes reduzem as emissões de gases de efeito estufa.

O fundo também aponta outros US$ 3 trilhões a US$ 6 trilhões (de R$ 15 trilhões a R$ 31 trilhões, na cotação atual) a serem investidos em todos os outros setores econômicos de países em desenvolvimento anualmente até 2050, a fim de mitigar as mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Conforme o documento, é necessário que as taxas globais de emissões de carbono caiam pelo menos 25% até 2030, para atingir a meta de reduzir a temperatura mundial em 2 °C e zerar as emissões de carbono até 2050. Metas foram determinadas durante o Acordo de Paris de 2015.

Segundo especialistas do FMI em encontro transmitido on-line, serão necessários mais US$ 140 bilhões a US$ 300 bilhões (de R$ 730 bilhões a R$1,5 trilhões, na cotação atual) por ano até 2030 para os países emergentes se ajustarem aos danos físicos das mudanças climáticas, como, por exemplo, a elevação do nível do mar e a intensificação das secas.

PODER 360