“Deixo em aberto. Não é prioridade”, disse o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) sobre a proposta de aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não tem nada, da nossa parte, concretizado. Nem sequer mandei estudar. Isso depois das eleições a gente vê.” “Não está descartado. Nem sim, nem não.” O presidente conversou com jornalistas na noite deste domingo (9), no portão do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Caso seja reeleito, Bolsonaro poderá indicar mais dois ministros para o STF. Isso porque Rosa Weber e Ricardo Lewandowski estão prestes a se aposentar. Ele já indicou dois: André Mendonça e Nunes Marques.

Bolsonaro afirmou que confia na sua vitória no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro. “Acredito na vitória, acredito em Deus, acredito que o futuro do Brasil, com o nosso governo, com essa equipe técnica que nós temos — que é conhecida e reconhecida por grande parte da população —, possa continuar fazendo seu trabalho, de modo que todos venham a ganhar.”

Ele também disse que está confiante na eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo, de Onyx Lorenzoni (PL) ao Governo do Rio Grande do Sul e de Jorginho Mello (PL) ao Governo de Santa Catarina.

“Acredito que, após as eleições, em especial por termos feito uma grande bancada na Câmara e no Senado, bem mais para centro-direita, que haverá um equilíbrio de forças”, afirmou, referindo-se às recentes críticas ao Poder Judiciário.

O presidente afirmou que pretende, se reeleito, ter “uma boa conversa com a senhora Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal”, e que acredita que o assunto vai ser “pacificado”. “O Congresso está pacificado. Essa grande maioria nossa lá permite darmos agilidade em propostas, agilidade naquilo que pretendemos aprovar. E o Judiciário vai fazer o seu papel — obviamente, mais ‘irmanado’ conosco. Chega de problemas, de conflitos, de mostrar quem é mais importante que o outro”, completou.

Maioridade penal e regularização fundiária

O presidente falou ainda sobre outras questões que quer discutir com os novos parlamentares do Congresso Nacional, que tomam posse em 1º de fevereiro de 2023. “Vamos querer mexer na redução da maioridade penal”, afirmou Bolsonaro. Ele defende a redução de 18 para 16 anos na idade mínima para a responsabilização penal e prisão no Brasil.

 

r7