No último dia da reunião anual do Fundo Monetário Internacional, o ministro da economia do Brasil, Paulo Guedes, afirmou que o comitê do fundo fez um diagnóstico de que a crise econômica atual será mais profunda e de que vai durar mais. Segundo ele, o clima foi de desalento, e as principais preocupações são a guerra na Ucrânia, a necessidade de combater a inflação, protegendo os mais pobres, e os riscos à estabilidade financeira. No entanto, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 14, na embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, Guedes disse que o Brasil vai na contramão desse cenário pessimista, com as projeções de crescimento sendo revistas para cima e afirmou que o sucesso das políticas sociais implementadas no governo podem levar o presidente Jair Bolsonaro (PL) À reeleição: “80% são mulheres, as chefes de família para quem a gente transfere título, o Auxílio Brasil, então, nós estamos fazendo realmente uma política social muito forte. Aí perguntam se acho que pode ajudar a reeleger [o presidente Jair Bolsonaro]. Nós estamos tentando fazer a política certa. Fazendo a política certa, a chance de reeleição aumenta. é o que a gente tem tentado”, disse.

“Tudo que eu vi na reunião do FMI foi muito interessante. Discutimos os problemas, como atacar os problemas. E fui fazendo check list. ‘Precisamos fazer assim’…Já fizemos. ‘Precisamos, realmente, aumentar a transferência para os mais frágeis, mas sem perturbar o equilíbrio fiscal’, ou seja, o recurso tem que sair de outro lugar. Já fizemos também. Nós estamos no caminho certo, é importante isso”, afirmou Guedes. De acordo com o ministro, o Brasil reduziu o percentual da população em extrema pobreza enquanto o mundo dobrou. Guedes disse que o governo triplicou o Auxílio Brasil e que o programa, além de transferir renda, vai trazer outro benefício. “Recuperamos as estatais. Agora estão dando um lucro de R$ 180 bi. E as que nós vendemos, nós vamos devolver ao povo o que é do povo. Isso é patrimônio da população brasileira. Então, vamos pegar os mais frágeis e, além de transferir renda, que é o Auxílio Brasil com renda mensal, quando se vende uma estatal, vamos lá e se devolve aquele dinheiro para os mais frágeis”.

Ao comentar sobre as falas de outros participantes do comitê do FMI, Guedes disse que os países mais frágeis lamentaram o período de crise e que os mais avançados reconheceram os ajustes que tem que fazer em termos de subida de juros para controlar a inflação. O ministro descreveu que o presidente do Federal Reserve, banco central norte-americano, disse que vai continuar aumentando os juros por tempo indefinido. “Acabou a complacência no exterior. A ficha caiu que a situação é grave”, concluiu Paulo Guedes.

 

Jovem Pan