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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (17) que o tiroteio nas proximidades do local onde estava o candidato ao Governo de São Paulo pelo Republicanos, Tarcísio de Freitas, “não foi por acaso”.

“Eu conversei com ele [Tarcísio]. E ele vai falar, já deve ter falado, o que realmente aconteceu lá. Pelo que me disse, antecipou, não foi por acaso. Pelas filmagens, pessoas de moto já faziam patrulhamento na região, e o objetivo do tiroteio era para intimidar a presença dele”, afirmou Bolsonaro.

As declarações foram dadas por Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília. O presidente estava acompanhado do ex-ministro do Turismo Gilson Machado e do governador reeleito do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos).

Em entrevista coletiva, Tarcísio de Freitas afirmou que o tiroteio que causou a suspensão de sua visita à favela de Paraisópolis não foi um “atentado político”, mas sim um “ataque de intimidação”.

Ele relata que oito homens em quatro motos foram cedo ao local da visita, questionaram o motivo da presença da equipe do candidato, fizeram filmagens e depois voltaram armados. “Dizer que foi um tiroteio corriqueiro e aconteceu nas imediações por coincidência… Não é assim que funciona”, diz.

Tiroteio deixou um morto

O tiroteio que envolveu seguranças da comitiva do candidato ao governo de São Paulo e criminosos terminou com uma pessoa morta, no fim da manhã desta segunda-feira (17), no interior da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

Freitas participava da inauguração de um Polo Universitário, na rua Manoel Antônio Pinto, 223, desde as 10h30, quando sua equipe de segurança foi surpreendida por criminosos. Houve uma intensa troca de tiros na região. Policiais militares da 1ª Companhia do 16º Batalhão e policiais civis foram acionados para apoiar a ocorrência. Por volta das 11h25, várias viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil já estavam no local.

Na troca de tiros, um suspeito foi baleado na rua Iratinga. Ele chegou a ser levado para o Pronto-Socorro do Hospital Campo Limpo, mas não resistiu aos ferimentos. Os helicópteros Pelicano, da Polícia Civil, e o Águia 10, da Polícia Militar, sobrevoaram a comunidade para tentar localizar outros suspeitos.

Em uma rede social, Tarcísio comentou o episódio: “Em primeiro lugar, estamos todos bem. Durante visita ao 1º Polo Universitário de Paraisópolis, fomos atacados por criminosos. Nossa equipe de segurança foi reforçada rapidamente com atuação brilhante da Polícia Militar de São Paulo. Um bandido foi baleado. Estamos apurando detalhes sobre a situação”.

r7