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O chefe da Marinha dos Estados Unidos, Mike Gilday, disse na 4ª feira (19.out.2022) que as Forças norte-americanas devem se preparar para uma possível invasão de Taiwan pela China antes de 2024.

Debates sobre o tema se intensificaram no país no ano passado, quando o então chefe do Comando Indo-Pacífico, Philip Davidson, disse ao Congresso dos EUA que a invasão poderia ser feita antes de 2027.

Falamos de uma janela de 2027, mas na minha mente, deve ser uma janela de 2022 ou potencialmente 2023”, afirmou Gilday ao think tank Atlantic Council.

Não é apenas o que o presidente Xi [Jinping] diz, mas é como os chineses se comportam e o que eles fazem. O que vimos nos últimos 20 anos é que eles cumpriram todas as promessas que fizeram antes do prazo que deram”, completou.

Na 2ª feira (17.out), o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, falou que a potência asiática está “determinada a buscar a reunificação em um cronograma muito mais rápido” do que o previsto.

A China reivindica a soberania sobre Taiwan e refuta manifestações internacionais pela independência da ilha. Recentemente, aumentou sua presença militar na ilha.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse no domingo (16.out), durante discurso de abertura do 20º Congresso Nacional do Partido Comunista, em Pequim, que a China “nunca desistirá do uso da força” sobre Taiwan. Ao mesmo tempo, afirmou que vai lutar por uma reunificação “pacífica com a maior sinceridade e os melhores esforços”.

O Congresso dos EUA deve votar uma lei para financiar a venda de armas para Taiwan. O projeto estipula a liberação de US$ 10 bilhões, mas ainda não tem data para ser analisado.

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