O estoque de investimentos no Tesouro Direto se aproxima de R$ 100 bilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o montante chegou a R$ 99,9 bilhões em setembro. Eis a íntegra do relatório (142 KB).

O valor aumentou 1,7% em comparação com agosto, quando era de R$ 98,23 bilhões. Os investimentos em títulos públicos nunca superaram a marca de R$ 100 bilhões. Há 10 anos, o montante era de R$ 9,6 bilhões.

O estoque aumentou 26,2% só de janeiro a setembro, alta similar à registrada em todo o ano de 2021 (+26,3%). O crescimento da aplicação em títulos públicos coincide com o período de alta na taxa básica, a Selic.

BC (Banco Central) subiu os juros para 13,75% ao ano para controlar a alta inflação em 2022. Elevou a Selic em 11,75 pontos percentuais desde março de 2021, sendo 4,5 pontos percentuais só em 2022.

Ao aumentar a taxa, os investimentos em renda fixa ficam mais atrativos, porque são mais seguros e têm menos volatilidade que os de renda variável, como a Bolsa de Valores, por exemplo.

Os investidores optam por alocar seus recursos no Tesouro Direto e outros com o mesmo nível de rentabilidade, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário), por exemplo. O ganho pode ser menor que no mercado financeiro, mas a taxa mais alta e a segurança é o amparo dos donos do dinheiro.

O estoque do Tesouro Direto deve ter o maior crescimento anual em 2022 desde 2016, quando subiu 60,4%. Naquele ano, a Selic terminou aos 14% ao ano, mas passou a maior parte com taxa de 14,25% anuais –a maior da série histórica.

O Tesouro Direto tinha 2,09 milhões de investidores ativos em setembro, aqueles que têm algum tipo de investimento. Havia 21,16 milhões de pessoas cadastradas ao todo no mês.

ESTOQUE ESTÁ ATRELADO À INFLAÇÃO

Do total investido no Tesouro Direto, 41,2% está atrelado ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país.

Em 2º lugar, estão os títulos corrigidos pela taxa básica Selic, com proporção de 32,3%.

Poder 360