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O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) recebeu do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a tarefa de arregimentar pessoas para trabalhar na transição na área de Educação. Ele, porém, não deve participar formalmente do processo.

A conversa de Haddad com Lula foi nesta 3ª feira (1º.nov.2022), no Hotel Grand Mercure, em São Paulo, onde o presidente eleito teve reuniões políticas antes de viajar para descansar na Bahia.

Mais cedo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anunciou que o coordenador da transição será o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB). Também estarão à frente do processo a própria Gleisi e Aloizio Mercadante, que coordenou o programa de governo.

Mercadante ficará responsável pela parte mais técnica, como a análise de dados sobre as políticas públicas. Gleisi, pelas relações políticas.

As regras de transição dão ao grupo político de Lula o direito de nomear até 50 pessoas para a tarefa. Ainda não está definido quanto dessas vagas serão para a área da educação.

Poder360 apurou que a socióloga Neca Setúbal é um dos possíveis nomes para participar do grupo. Também devem ser procurados integrantes da ONG Todos pela Educação.

Quando anunciou o nome de Alckmin, Gleisi disse que participar da transição não é uma indicação de que algum integrante do grupo será ministro.

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), disse também nesta 3ª feira que o atual presidente e candidato derrotado à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), autorizou o governo a andar com a transição.

Ciro ofereceu aos petistas as instalações do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, para abrigar os trabalhos. É o local onde tradicionalmente ficam as equipes de transição.

Os lulistas devem começar a trabalhar no lugar na 5ª feira (3.nov). Haverá negociações do PT com os partidos aliados para compor a equipe.

Muito próximo de Lula, Haddad é tido como um nome certo na Esplanada dos Ministérios. Ele é especulado para assumir a Fazenda. Petistas ouvidos pelo Drive disseram que o Planejamento também seria uma possibilidade.

O petista disputou o cargo de governador de São Paulo nas eleições deste ano. Perdeu a disputa para o bolsonarista Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

Poder 360