A Petrobras informou nesta quinta-feira (3) que registrou lucro líquido de R$ 46,096 bilhões no terceiro trimestre de 2022. O resultado ficou 15,2% abaixo dos R$ 54,330 bilhões reportados no segundo trimestre.

Segundo a petroleira, o resultado menor nessa comparação é explicado principalmente pela desvalorização do petróleo Brent, além de ausência de ganho de R$ 14,2 bilhões referente ao acordo de coparticipação em Sépia e Atapu ocorrido no segundo trimestre.

“Estes fatores foram parcialmente compensados pela melhora no resultado financeiro (R$ 7,8 bilhões) refletindo a menor desvalorização do real frente ao dólar no 3T22 em comparação ao 2T22”, diz a Petrobras em nota.

Mas o lucro veio acima do resultado esperado por uma pesquisa da Refinitiv, de R$ 43,37 bilhões. Em dólares, a empresa reportou lucro líquido recorrente de US$ 8,8 bilhões.

Na comparação entre terceiros trimestres, o lucro cresceu 48% – de julho a setembro de 2021, a empresa reportou ganho de R$ 31,142 bilhões.

No acumulado do ano, a Petrobras chegou a um lucro de quase R$ 145 bilhões – 93% acima dos R$ 75,164 bilhões de janeiro a setembro do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 91,42 bilhões entre julho e setembro, em razão, principalmente, da desvalorização do Brent no período e menores vendas no mercado externo em virtude do aumento das exportações em andamento. O número representa uma queda de 7% ante o trimestre anterior.

A receita de vendas da empresa totalizou R$170 bilhões, frente a R$ 121,59 bilhões em igual período de 2021.

Investimentos

No terceiro trimestre, os investimentos totalizaram US$ 2,1 bilhões, 31% abaixo do segundo trimestre, devido principalmente ao impacto do bônus de assinatura relativo aos campos de Sépia e Atapu ocorrido entre abril e julho.

Nos primeiros nove meses do ano, os investimentos totalizaram US$ 7 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2021, atingindo 59% dos US$ 11,9 bilhões estimados inicialmente para 2022, no Plano Estratégico 2022-26, incluindo o bônus de assinatura de US$ 0,9 bilhão.

Endividamento

Em 30 de setembro de 2022, a dívida bruta alcançou US$ 54,3 bilhões, uma variação de 1,3% em comparação com 30 de junho de 2022.

O prazo médio passou de 13 anos em 30 de junho de 2022 para 12 anos em 30 de setembro de 2022, em virtude, principalmente, da recompra de títulos de longo prazo no mercado internacional, aproveitando-se do momento de queda de seus preços.

Em 30 de setembro de 2022, a dívida líquida atingiu US$ 47,5 bilhões.

 

g1