O papa Francisco partiu do Bahrein neste domingo (6) após uma viagem de quatro dias que culminou com uma visita à igreja católica mais antiga do Golfo, onde disse a bispos, padres e freiras que permanecessem unidos enquanto ministravam aos fiéis na área de maioria muçulmana.

O último evento foi na igreja do Sagrado Coração, construída em 1939 em terreno doado pelo então governante, colocando o Bahrein no caminho de se tornar um dos países mais acolhedores da região para não-muçulmanos.

Bahrein tem duas igrejas católicas, incluindo uma catedral moderna que é a maior igreja da Península Arábica, e tem cerca de 160.000 católicos, a maioria deles trabalhadores estrangeiros. Muitos católicos também visitam a vizinha Arábia Saudita, que proíbe o culto público de não-muçulmanos.

Francisco, que sofre de uma doença no joelho que o obrigou a usar uma cadeira de rodas durante a viagem, disse aos líderes católicos locais para evitar facções, brigas e fofocas.

“Divisões mundanas, mas também diferenças étnicas, culturais e rituais, não podem ferir ou comprometer a unidade do Espírito”, disse ele.

Há cerca de 60 padres trabalhando entre cerca de 2 milhões de católicos espalhados por quatro países do norte da Arábia, disse o bispo Paul Hinder, vigário apostólico do Vaticano para a área, citando às vezes “condições muito difíceis” para aqueles que servem à comunidade devido a restrições em alguns Estados.

No final da missa, o Papa Francisco agradeceu ao rei Hamad bin Isa Al Khalifa pela “excelente hospitalidade” do Bahrein.

 

Reuters