As emissões de gases estufas no nível atual podem derreter todo o gelo do Ártico até 2050, é o que indica um relatório de pesquisadores divulgado pela ICCI (Iniciativa Climática Internacional da Criosfera, em tradução livre).

Segundo o estudo, a mudança climática está derretendo rapidamente as regiões mais congeladas do mundo. O relatório registrou os 8 anos mais quentes do planeta e indica evidências de que regiões com temperaturas mais baixas estão derretendo em uma velocidade não prevista pelos cientistas. Eis a íntegra da pesquisa em inglês (7 MB).

Durante o inverno no Ártico, o gelo aumenta enquanto as baixas temperaturas congelam as águas na região. No entanto, conforme as temperaturas vêm se mostrando cada vez mais altas, o gelo derrete e aumenta o nível de água dos oceanos.

Mesmo que o Ártico ainda permaneça congelado, até durante o verão, as mudanças climáticas atingem diretamente a cobertura glacial da região -que diminui e deixa de expandir.

Segundo os pesquisadores, a cada tonelada de CO2 liberada, perde-se 3 metros quadrados de gelo marinho. Ou seja, é como se um pedaço de gelo fosse derretido anualmente por conta da circulação de um carro 1.0 econômico movido a gasolina. As análises basearam-se na perda sofridas nos mares gelados no final do verão, época em que há um derretimento natural e que serve como base para registrar as mudanças.

Hoje o mundo libera aproximadamente 36 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Caso o número se mantenha nos próximos 35 anos, é possível, diz os cientistas, que o oceano Ártico enfrente um verão totalmente sem gelo em 2050. Essa seria a 1ª vez em 125.000 anos, quando aconteceu o último período glacial.

 

Poder 360