Monark tem canal de Youtube suspenso — Foto: Reprodução

O canal do apresentador Monark, Bruno Monteiro Aiub, foi desativado. No Twitter, Monark diz ter sido censurado. Ao g1, o YouTube disse que a suspensão da conta se deve ao cumprimento de decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em seu perfil no Twitter, Monark disse ter sido censurado por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Na verdade, a decisão é do TSE.

“Não foi o YouTube que censurou meu canal, foi o judiciário, isso se chama censura estatal, não tem outro nome. É censura sim e é errado. Se você está defendendo isso só porque não gosta de mim, você simplesmente está entregando a sua liberdade e seus direitos motivado pelo ódio”, escreveu.

Em entrevista com Arthur do Val, o Mamãe Falei, Monark é avisado da suspensão do seu canal do YouTube por uma pessoa que não aparece no vídeo informa que não é possível mais acessá-lo. “Isso é por causa que eu divulguei a live do argentino lá, provavelmente”. Mamãe Falei concorda e diz que é crime. “A live do argentino é um atentado contra a nossa democracia, ele está mentindo sobre o nosso processo eleitoral”, diz Mamãe Falei.

Em fevereiro deste ano, Monark defendeu, durante um episódio do Flow Podcast, a criação de um partido nazista. O comentário do apresentador foi duramente criticado e levou a sua demissão e a abertura de um inquérito pela Polícia Civil para apurar se Monark e os responsáveis pelo podcast fizeram apologia ao nazismo e discriminação contra judeus.

Conta de Monark no YouTube foi desativada — Foto: Reprodução

Conta de Monark no YouTube foi desativada — Foto: Reprodução

Ainda em fevereiro, o YouTube suspendeu a monetização do canal de Monark. O canal Flow também perdeu acesso ao programa de parcerias da plataforma.

“Nossas Políticas de Monetização de Canais e o Código de Responsabilidade dos Criadores estabelecem que não é permitido comportamento ofensivo que coloque em risco a segurança e o bem-estar da comunidade do YouTube, formada por espectadores, criadores e anunciantes. A violação dessas políticas pode fazer com que o canal seja suspenso do Programa de Parcerias do YouTube e, consequentemente, ser desmonetizado. Dessa forma, os canais Flow Podcast e Monark foram suspensos do Programa de Parcerias”, informa um trecho do comunicado.

Após as críticas, Monark pediu desculpas e disse que estava bêbado quando fez o comentário. Ao prestar depoimento no 78º DP, na Consolação, o apresentador mudou sua versão da história e disse ter “conhecimento superficial” sobre o nazismo.

Adrilles Jorge, Cabo Gilberto e José Medeiros têm perfis suspensos no Twitter

 

O comentarista Adrilles Jorge e o deputado federal eleito bolsonarista Cabo Gilberto (PL) tiveram seus perfis no Twitter suspensas após decisão judicial.

Em fevereiro, durante comentário ao vivo na Jovem Pan, Adrilles comentava as declarações de Monark sobre nazismo. Ao se despedir, Adrilles levantou a mão direita espalmada de maneira similar ao “sieg heil”, gesto adotado pelo regime nazista de Adolf Hitler.

“Sieg heil” é uma expressão em alemão que, em português, quer dizer “salve a vitória”. O comentarista foi demitido da Jovem Pan, ainda em fevereiro.

Em março, a Jovem Pan recontratou o comentarista.

O cabo Gilberto também teve o perfil suspenso no Twitter. O apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) é deputado estadual na Paraíba.

Terceiro deputado federal mais votado da Paraíba, com 126.876 votos, cabo Gilberto usou o perfil no Twitter para compartilhar conteúdo estimulando os bloqueios ilegais de bolsonaristas em rodovias pelo país, além de contestar o resultado das eleições e das urnas eletrônicas.

Após a suspensão da conta da deputada Carla Zambelli, cabo Gilberto usou o seu perfil como porta-voz da deputada para publicar uma nota avisando que ela havia deixado o país.

O deputado federal José Medeiros (Podemos-MT) também foi suspenso do Twitter por decisão judicial.

Medeiros foi alvo de investigação em fevereiro de 2021 por suposto crime racismo contra uma mulher no Twitter. De acordo com MPF (Ministério Público Federal), o parlamentar teria se manifestado de forma discriminatória ao chamar uma usuária negra da rede social de ‘mulamba’.

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, na ocasião, que a rede social não apagasse a publicação. A resposta de Medeiros à mulher aconteceu após ela defender a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a postura de políticos durante a pandemia da Covid-19.

Racismo é crime previsto na Constituição Federal. A pena é aumentada se o delito for cometido em meios de comunicação ou publicações de qualquer natureza.

“O parlamentar fez alusão a um termo de origem angolana, o qual remonta à época da escravatura, para se referir à cidadã mencionada na rede social. Com esse comportamento, ele, em tese, teria ofendido à dignidade da pessoa, considerada coletivamente”, disse o Ministério Público.

g1