A jornalista Eliane Cantanhêde, durante crítica a Janja - 11/11/2022 | Foto: Reprodução/GloboNews

Depois de criticar o “excesso de espaço” da futura primeira-dama, Janja, no governo de transição do presidente eleito, Lula, a comentarista de política da GloboNews Eliane Cantanhêde tornou-se alvo da fúria da esquerda nas redes.

A jornalista também interpelou por que Janja esteve sentada ao lado de Lula, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante encontro com aliados na semana passada, em Brasília.

“Ela estava ali sentada, mas não é presidente do PT, líder política ou presidente de partido”, observou Eliane, no programa Em Pauta, transmitido na sexta-feira 11. “Enfim, por que ela estava ali? Qual era o papel da primeira-dama?”

Eliane citou a socióloga Ruth Cardoso, ex-mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como exemplo de primeira-dama.

A jornalista ressaltou o “brilho próprio” de dona Ruth e que ela “não tinha voz nas decisões políticas”.

 

“Se tinha protagonismo, era a quatro chaves, no quarto do casal”, disse Eliane. “Já incomoda, porque Janja vai começar a participar de reunião, dar palpite e, daqui a pouco, vai dizer “esse aqui vai ser ministro, esse aqui não pode”. Isso dá confusão. Se é assim na transição, imagina quando virar primeira-dama.”

Nas redes sociais, a jornalista da GloboNews, que é crítica do presidente Jair Bolsonaro, foi atacada pela presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann. “Apavora-me o machismo incrustado na cabeça das mulheres ditas esclarecidas”, publicou Gleisi, no Twitter. “Desprezível, a fala de Eliane Cantanhêde. Ter opinião e participação política é direito das mulheres.”

De esquerda, o colunista do jornal Folha de S.Paulo Thiago Amparo afirmou que “a referência a quatro paredes dá uma análise de discurso sobre submissão”. No Twitter, esquerdistas fizeram subir a hashtag “Respeita a Janja, Cantanhêde”.

Revista Oeste