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Tornar um negócio mais inteligente e produtivo, fazê-lo relacionar-se melhor com seus clientes, encantar o mercado com novos produtos, superar a concorrência e, por fim, aumentar a lucratividade, assegurando importância e longevidade. São benefícios que começam a ser colhidos pelas empresas que já moldam uma profunda transformação de seus processos, unindo pessoas e a alta tecnologia com a chegada do 5G.

O despertar dessa jornada digital envolve pontos como a incorporação de análise de dados (big data), cloud computing, realidade virtual e mista, automação, robótica, vídeo analítico, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial.

“Os benefícios esperados com o 5G não são só para a operação, mas também para o desenvolvimento de novos modelos de negócios”, explica Marcello Miguel, diretor executivo de Marketing e Negócios da Embratel. “Estamos preparados para habilitar toda essa infraestrutura digital para as indústrias e outros segmentos.”

Miguel aponta que o 5G, hoje, representa um pré-requisito para conectividade inteligente. “Se a era 3G estabeleceu uma plataforma de conexão global de pessoa a pessoa, a era do 4G expandiu para o fluxo de dados de pessoa a informação”, explica.

“Agora o 5G promete viabilizar uma plataforma onipresente de informação, retirando as limitações de conexão entre pessoas, de pessoas para coisas e de coisas para coisas, para quebrar o que podemos chamar de ‘ilha de dados’ (isolados e não conectados) e assim construir um mundo de pessoas e coisas interconectadas.”

Os setores industrial e de negócios brasileiros, de acordo com o executivo, estão apenas no início da transformação e certamente irão em breve despertar para todo o potencial do 5G. “Por isso, é muito importante que as empresas estejam atentas à evolução e desde já procurem entender, planejar e buscar referências no mercado, compreendendo os impactos, os riscos e as oportunidades e aprofundando a maturidade dentro de cada caso e/ou aplicação.”

Nessa preparação, as companhias devem estar atentas a procurar por desafios e oportunidades dentro das próprias organizações, envolvendo todos os pontos do negócio que demandem ou possam se beneficiar de insights orientados por dados, dispositivos massivos de conectividade, baixa latência e maior velocidade.

Um segundo passo é a definição dos atores internos que deverão planejar e atuar na implementação de todo o ecossistema. Em seguida, as companhias devem buscar provedores confiáveis para o desenho, implementação, integração e operação de cada desafio. É justamente neste momento que se torna fundamental contar com um orquestrador capaz de habilitar o 5G (por exemplo, em uma rede privativa) e pôr em prática os casos de uso, com uma visão geral de todas as tecnologias integradas à conectividade de alta velocidade.

Estadão