Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Notícias

Época de Copa do Mundo e um dos sinais que os brasileiros mais fazem para representar o tão sonhado hexacampeonato é o número seis, utilizando as duas mãos. Já o baiano Josevaldo de Almeida Thomé, de 45 anos, se diz privilegiado por conseguir fazer o gesto com apenas uma mão.

Polegar, indicador, dedo médio, anular, dedo mínimo e “aparecido”. Por mais estranho que pareça, há um dedo a mais em cada mão de Josevaldo Thomé, morador de Conceição do Coité, a cerca de 200 km de Salvador.

Nos últimos anos, quando chega a época de Copa do Mundo de Futebol, o baiano ganha um apelido particular.

“Todos que me conhecem e sabem que tenho seis dedos em cada mão me chamam de hexa”, disse.

Josevaldo trabalha como técnico de manutenção e equipamentos odontológicos e hospitalares. O futebol não é um esporte que ele acompanha durante todo o ano, mas, em época de Copa, ele garante que vira “fã de carteirinha” da seleção.

“Sempre que tem uma copa eu fico ansioso. A expectativa é de poder fazer o hexa usando uma mão só com o título conquistado”, brincou.

Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Notícias

Josevaldo Thomé conta que a mãe dele notou a anomalia congênita ao dar banho nele, na época em que o técnico de manutenção ainda era criança. Quando foi ao médico, o profissional fez exame raio-x e também achou estranho.

“São seis dedos em cada mão, perfeitos. Movimento bem eles, mas alguns são interligados”, explicou o baiano.

O nome do sexto dedo, chamado de “aparecido”, foi dado quando ele foi fazer o registro de um documento no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da região.

“Quando fui tirar a identidade, foi difícil, porque o rapaz começou a colocar os dedos para marcar as digitais, e, quando chegou ao sexto, ele tomou um susto. Aí chamou um coordenador e colocou o nome de ‘aparecido’ no sexto dedo, porque precisava fazer o registro de todos”, relembra.

O baiano segue como o único em casa que tem dois dedos a mais nas mãos. Entre 2014 e 2022, o neto dele nasceu, com cinco dedos perfeitos em cada mão.

Quando começou a namorar a atual esposa, Josevaldo Thomé diz que levou um tempo até ter coragem de mostrar os dedos. A amada só observou que o amado tinha dedos a mais seis meses depois do pedido de casamento.

G1/BA