O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral deve deixar a cadeia na tarde desta segunda-feira (19), segundo sua defesa. O último preso político da Operação Lava Jato vai ser solto após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter decidido revogar a prisão preventiva (sem prazo) no último processo que o mantinha no Batalhão Prisional da PM, em Niterói, região metropolitana do Rio.
O ex-governador do Rio deverá cumprir prisão domiciliar em um imóvel em Copacabana, zona sul do Rio, de acordo com os advogados. A Justiça ainda deve determinar se Cabral terá de usar tornozeleira eletrônica.
Sérgio Cabral está na cadeia desde 2016, acusado de participação em esquemas de corrupção e recebimento de propinas. Ele já foi condenado em ações cujas penas somadas ultrapassam 430 anos de prisão.
Após a decisão do STF, os advogados divulgaram uma nota oficial na qual declaram que Cabral ficará em prisão domiciliar aguardando a conclusão das demais ações penais e que ele “confia em uma solução justa, voltada ao reconhecimento de sua inocência e de uma série de nulidades existentes nos demais processos a que responde”.
A decisão de liberar o ex-governador foi da Segunda Turma do STF por entender que havia excesso de prazo no cumprimento da prisão preventiva. Com o placar empatado em 2 a 2, o voto decisivo coube ao ministro Gilmar Mendes, que acompanhou Ricardo Lewandowski e André Mendonça. Já os ministros Edson Fachin e Nunes Marques votaram contra.
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