Preso ligado ao PCC produzia cachaça em prisão e vendia meio litro por R$ 150

Em setembro de 2021, durante vistoria na cela 106 do Pavilhão 1, na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), considerada de segurança máxima, agentes de segurança penitenciária apreenderam itens que incluíam cachaça, alguns comprimidos Viagra, 15 cartões de memória e chips que continham conteúdo de pornografia adulta.

A apreensão ocorreu na cela onde residiam os detentos Edilson Pereira Reis e Tony Ricardo Silveira, ambos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo consta em decisão judicial que condenou ambos por associação criminosa.

Em nota, a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) afirma que a produção clandestina de fermentados alcoólicos por meio de alimentos estragados é combatida com absoluto rigor no sistema prisional de São Paulo. A Pasta reforça que não existe alambique ou foi registrada apreensão de barril na unidade citada. Confira o posicionamento na íntegra abaixo.

O caso foi revelado pelo jornalista Josmar Jozino, do UOL, e confirmado pelo Terra com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em sentença proferida pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara de Presidente Venceslau, Tony Ricardo Silveira foi sentenciado a uma pena de dez anos e seis meses, enquanto Edilson Pereira Reis recebeu uma condenação maior, somando 12 anos e três meses.

Durante o processo judicial, Reis admitiu ser o responsável pela cachaça, pelos comprimidos de Viagra sem registro no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e pelos demais materiais encontrados.

Ao juiz, o detento afirmou que o único meio de “ganhar a vida” no presídio era fazendo a cachaça e que precisava de 10 kg de açúçar para fazer de 8 a 10 litros da bebida. Segundo o presidiário, ele usava o açúcar que tinha e pegava o restante com outros presos, para quem pagava em dinheiro ou com a bebida alcoólica.

“A cachaça está em torno de R$ 100 a R$ 150 cada meio litro. É com essas vendas que consegue comprar sabonete, papel higiênico, caderno para encapar as “burras” da cela (divisória para visita íntima)”, afirmou o juiz sobre o que foi alegado por Reis na época.

Em nota, a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) afirma que a produção clandestina de fermentados alcoólicos por meio de alimentos estragados é combatida com absoluto rigor no sistema prisional de São Paulo. A Pasta reforça que não existe alambique ou foi registrada apreensão de barril na unidade citada. Confira o posicionamento na íntegra abaixo.

O caso foi revelado pelo jornalista Josmar Jozino, do UOL, e confirmado pelo Terra com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em sentença proferida pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara de Presidente Venceslau, Tony Ricardo Silveira foi sentenciado a uma pena de dez anos e seis meses, enquanto Edilson Pereira Reis recebeu uma condenação maior, somando 12 anos e três meses.

Durante o processo judicial, Reis admitiu ser o responsável pela cachaça, pelos comprimidos de Viagra sem registro no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e pelos demais materiais encontrados.

Ao juiz, o detento afirmou que o único meio de “ganhar a vida” no presídio era fazendo a cachaça e que precisava de 10 kg de açúçar para fazer de 8 a 10 litros da bebida. Segundo o presidiário, ele usava o açúcar que tinha e pegava o restante com outros presos, para quem pagava em dinheiro ou com a bebida alcoólica.

“A cachaça está em torno de R$ 100 a R$ 150 cada meio litro. É com essas vendas que consegue comprar sabonete, papel higiênico, caderno para encapar as “burras” da cela (divisória para visita íntima)”, afirmou o juiz sobre o que foi alegado por Reis na época.

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