Com mais um de Flaco López, Palmeiras vence a Portuguesa e se arma para buscar revanche no Choque-Rei

Palmeiras foi completo para o jogo no Canindé contra a Portuguesa e demorou para engrenar, mas cumpriu sua obrigação

A obrigação do Palmeiras foi cumprida. Jogando completo, mesmo com um Choque-Rei no domingo (3), o Alviverde foi ao Canindé e venceu a Portuguesa.

O gol de Flaco López, seu sétimo na temporada, decretou o 1 a 0, na primeira etapa. No finzinho do jogo, veio o segundo, com Gabriel Menino.

A média de Flaco no Estadual segue impressionante. Com cada vez mais minutos em campo, o argentino vai tendo um ano brilhante.

— É o ano que me sinto mais à vontade — disse o atacante, ao fim da partida, ao receber o prêmio de melhor em campo.

— A pressão é grande. Aqui, todo jogo temos que provar que o Palmeiras é o melhor time do Brasil — completou.

O resultado ampliou a vantagem do Palmeiras com melhor aproveitamento do torneio e deixou o time em paz para o clássico do final da semana. O Palmeiras está cada vez mais perto de garantir mando de campo nas fases decisivas.

Até por conta da importância do próximo compromisso, com o São Paulo entalado na garganta palmeirense, devido à derrota na Supercopa Rei, era de se imaginar Abel escalando um time misto nesta quarta-feira (28). Mas não.

Exceto por Ríos, que cedeu lugar a Caio Paulista, os principais jogadores do técnico português foram a campo como titulares.

Poucas chances no 1º tempo

Talvez tivesse sido melhor escalar um time reserva. Com apenas Caio Paulista na vaga de Ríos, o Palmeiras foi a campo com “força máxima” encarar a Portuguesa – com muitas aspas em “força máxima”.

Porque os principais jogadores estiveram em campo, mas não conseguiram render muito na primeira etapa. Num 3-5-2, com Raphael Veiga se aproximando mais do ataque e Piquerez de zagueiro, o time não andou.

Não fosse um chute de Raphael veiga, cobrando falta, que o goleiro Thomazella defendeu, aos 37, o Palmeiras teria levado zero perigo ao gol adversário – mesmo tendo concluído dez vezes a gol, com 70% de posse de bola.

A Portuguesa não fez muito mais, para sorte dos comandados de Abel Ferrreira. Levou perigo em um cruzamento, aos 25. E viu Giovanni Augusto reclamar um pênalti inexistente, aos 47.

Na segunda etapa, o Palmeiras mudou o jeito de jogar e foi para um 4-3-3, que melhorou bastante o time. Melhora que ficaria ainda mais latente com a expulsão de Victor Andrade, que pisou em Luan, em disputa na lateral, aos 15.

O gol viria pouco depois, aos 22. Num contra-ataque iniciado por Weverton, a bola passou por Endrick e por Zé Rafael, que viu Marcos Roccha livre na direita. O cruzamento para Caio Paulista, de três dedos, foi bom, mas a cabeçada espirrou para trá. Na sobra, Flaco López cabeceou meio sem jeito, mas fez seu sétimo gol no ano.

 

Lázaro, enfim. E o 2 a 0

Com o gol, Abel Ferreira mexeu no time, colocando Rony, Ríos e, enfim, Lázaro em campo. Como tem poucas chances, o atacante recém-contratado não perdeu tempo e bateu com perigo a gol logo que entrou.

Depois, certamente pensando no Choque-Rei, dentro de seu planejamento de dosagem de minutos, foram as vezes de Aníbal Moreno e Raphael Veiga descansarem, com as entradas de Breno Lopes e Gabriel Menino.

E ainda houve tempo para o Palmeiras fazer o segundo. Difícil saber se o mais bonito no lance foi a ajeitada de calcanhar de Richard Ríos ou o chute forte de Gabriel Menino, aos  47.

Por Trivela