A geração que sabe como era a vida antes das redes sociais

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Imagem: Arquivo pessoal

Pois é meus amigos, existiu uma época em que as pessoas não possuíam aparelho celular – e se alguém possuía, era raro -… coisas da década de 90 e anos anteriores. Como em tudo o que existe há uma dicotomia, um “yin e yang” das coisas que fazem parte deste universo, não seria diferente com a nossa vida após o avanço da tecnologia.

Sim, ela, a tecnologia que nos acompanha desde que o ser humano começou inventar, criar e inovar em todos os âmbitos sociais. Na verdade, com todas as facilidades que temos, fica até difícil de acreditar que houve dias em que as pessoas esperavam pacientemente, por exemplo, a resposta de uma carta enviada há semanas, ou enfrentar uma longa fila para revelar um rolo de filme fotográfico de 36 poses, torcendo para que nenhuma tivesse “queimado”. Detalhe, só queimava “o retrato” que nós mais queríamos!

Ah! Bons tempos! E quem passou pela década de 80 e 90 sabe do que eu estou falando.

Talvez a geração de hoje, conhecida também como Geração Alfa (nascidos a partir de 2010) não saiba que a verdadeira geração alfa seja a que antecedeu todas as outras, afinal, “alfa” significa “início, começo”, e na prática não é bem assim. Será que o avanço desenfreado de tudo o que facilita a vida do ser humano esteja sendo um tiro no próprio pé da humanidade? Mas, e o significado da palavra alfa?

Quando foi que você parou para olhar as estrelas, conversar com os amigos sem olhar a cada segundo para um aparelho celular ou reservar um tempinho para ler um livro – físico - sobre um conteúdo bacana? Venhamos e convenhamos que cada geração possui suas particularidades e contextos para que ajam de determinada forma.

Porém, boa parte dos nativos digitais não sabe como era a vida sem as redes sociais, sem as respostas imediatas de parentes e amigos que moram em outros estados ou até países. Mas a geração do disco de vinil, do rádio de madeira, da infância das brincadeiras nas calçadas ou nos terreiros do sítio sabe como era a vida antes do avanço intenso da tecnologia e da chegada da internet.

Não podemos comparar, pois cada realidade possui sua beleza e sua dificuldade, e talvez seja isso o legal disso tudo: ter histórias para contar sobre cada geração, afinal, que graça teria se fossem todas iguais, não é?

Geração X, Y, Z e tantas outras… construímos histórias diariamente… assim como lembro-me da época quando a maior tecnologia que eu queria era um caderno de botão de quinze matérias. E hoje, estou aqui escrevendo para um portal de notícias que compartilha informações imediatas para qualquer parte do mundo.

Viva a evolução das coisas…

Por Daniele Souza, colunista do Portal Nordeste 1, estudante de Jornalismo.

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