A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretária do Meio Ambiente (Semam), elaborou relatório com diagnóstico de todas as nascentes da cidade. O documento, que estará disponível para a população após o seu lançamento, que acontecerá em breve, é intitulado “Relatório de Nascente’’ e será distribuído em universidades, e poderá ser retirado pelos interessados na Semam e também em pontos estratégicos que serão definidos.
O relatório mostra o estado atual das nascentes dos rios na cidade, a situação da mata ciliar, e aborda também a relação das comunidades ribeirinhas que vivem no entorno desses locais. “É um estudo muito completo, o primeiro estudo realizado em João Pessoa de forma detalhada, dando todos os pontos desde da formação das nascentes até as possíveis soluções para os problemas”, ressaltou o secretário do Meio Ambiente de João Pessoa, Abelardo Jurema.
No relatório, que será apresentado à população, foram identificadas e diagnosticadas 14 nascentes, porém no banco de dados da Semam, construído durante toda a gestão, estão mapeadas e classificadas mais de 50 nascentes.
Para coleta de informações foi utilização o sistema de Georeferenciamento, com a utilização de imagens aérea, satélites e drones. No trabalho de mapeamento foram identificadas as potenciais nascentes, em seguida planejado o trabalho de campo, para a análise das características da área. No local é registrada as coordenadas geográficas das nascentes e depois catalogada no banco de dados da Semam.
“Não temos o número exato, mas levando em consideração as características da vegetação, solo e topografia, identificamos mais de 120 potencias nascentes’’, comentou Abelardo Jurema.
Ao vistoriar as áreas de nascente a equipe da Semam identificou como problema principalmente a disposição irregular de lixo, além do desmatamento, ocupação irregular, lançamento de esgoto e criação de animais em Área de Preservação Permanente (APP).
“As principais ações necessárias para reduzir ou eliminar estes impactos negativos são: educação ambiental potencializada, cercamento das áreas, intensificação da fiscalização e atividades de recuperação ambiental”, ressaltou o secretário do Meio Ambiente
De acordo com o estudo, grande parte das nascentes se enquadram em estado regular ou bom. No tocante ao estado de conservação, foi considerada a vegetação existente, a presença ou não de resíduos, desmatamento e qualidade de água. As nascentes que estão em bom estado de conservação, localizam- se na zona rural, e as mais críticas em área mais urbanizadas da cidade.
“Desde o ano passado estamos trabalhando com a literalidade da Educação Ambiental em comunidades e escolas localizadas próxima as nascentes, além de ações de recuperação ambiental. Atualmente, com tudo o que está acontecendo, estamos trabalhando com a fiscalização preventiva’’, contou o secretário do Meio Ambiente.
Existem várias propostas para a recuperação e preservação das nascentes, sendo a mais viável no momento o trabalho de conservação das nascentes em conjunto com a comunidade, mediante ações de recuperação, educação ambiental e fiscalização.
Nesta primeira ação de campo, os agentes da Semam visitaram 27 locais, incluindo nascentes e trechos de rios ou córregos da cidade.
Parque das Águas – No último dia 8 de setembro o prefeito Luciano Cartaxo autorizou a construção do Parque das Águas. A Unidade de Conservação será mais uma área de preservação ambiental, de contemplação da natureza com atividades culturais, de lazer, esporte e entretenimento.
O Parque contará com um pórtico de acesso, quiosques, banheiros acessíveis, estacionamentos, bicicletário, campo de futebol com alambrado, áreas de convivência, bosque com trilhas e bancos para leitura, playground, calçadas, além implantação de iluminação. Todo o projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Planejamento (Seplan) com apoio das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Meio Ambiente (Semam).