O senador Ney Suassuna (Republicanos-PB) votou pela derrubada do veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos de empresas ligadas a 17 setores, entre eles educação, call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil, têxtil, entre outras. Votaram pela derrubada do veto 64 senadores; 2 foram contra.

Ao justificar seu voto, o senador considerou importante a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos por entender que milhares de empregos serão assegurados neste momento de crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Suassuna também elogiou a atuação do líder do Governo no Congresso Nacional, senador Eduardo Gomes(MDB-TO)na construção de um acordo com os líderes pela derrubada do veto presidencial.Com isso, a desoneração da folha das empresas ficará prorrogado até 2021 e serão assegurados cerca de 6 milhões de empregos, ressaltou o senador.

Na sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira(4), o senador também participou das votações de um segundo veto presidencial e de vários projetos de lei.

Por acordo de líderes, o veto foi mantido, e em votação simbólica, os projetos foram aprovados.

Autonomia do Banco Central

Na terça-feira, dia 3, em sessão semipresencial do Senado, o senador Suassuna votou favorável ao projeto de autonomia do Banco Central que aguardava esta decisão há quase 30 anos.

Ele lembrou que em 2005 apresentou o projeto de lei nº 73 propondo autonomia do BC. Com isso, fico feliz que após vários anos, o Senado aprove esta independência, disse o senador paraibano.

Destacou que o projeto de sua autoria sobre a autonomia do BC está no seu livro intitulado Trancados na Gaveta, recentemente publicado em que enumera os projetos de lei apresentados no Senado no período de 2003 a 2006.

No livro, Suassuna alerta que os projetos apresentados poderiam ter mudado a realidade social e econômica do país.

A autonomia do Banco Central é um desses projetos que contribuirão com o desenvolvimento do Brasil, principalmente neste momento, de crise social com a pandemia do coronavírus, finalizou o senador.