No dia em que completa um ano do primeiro caso da covid-19, o Brasil registrou recorde do número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia, com 1.582 novos óbitos e 67.878 casos, segundo o consórcio de veículos de imprensa. O pico da crise do novo coronavírus no Brasil ocorre no momento em que vários Estados se aproximam do colapso do sistema de saúde, surgem variantes mais contagiosas do Sars-CoV-2 e o governo Jair Bolsonaro tem dificuldades de acelerar o ritmo da campanha nacional de vacinação.

A média móvel de mortes pela doença também foi a mais alta em um ano: 1.150. O cálculo leva em consideração as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana. Já são 36 dias com média móvel acima de mil vítimas. No total são 251.661 mortes e 10.393.886 pessoas contaminadas no País, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram divulgados às 20h

Números do Conass

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) registrou, mais cedo, 1.541 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas para 251.498.

Esta é a segunda marca mais alta desde o início da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, segundo dados do Conass. O recorde foi registrado em 29 de julho de 2020, com 1.595 óbitos em um dia.

De acordo com o Ministério da Saúde, com os dados de hoje, o país chega ao terceiro dia consecutivo somando mais de 1,3 mil novas vítimas. Na terça (23) e na quarta (24), foram contabilizados 1.386 e 1.428 mortes, respectivamente.

O índice de letalidade está mantido em 2,4%, mas o de mortalidade continua crescendo, atingindo 119,7 a cada 100 mil habitantes.

Em relação aos casos de Covid-19, o país diagnosticou 65.998 novas infecções, elevando o número total para 10.390.461. A taxa de incidência está em 4.944,4 cidadãos por cada 100 mil brasileiros.

O governo federal ainda informou que existem 9.323.696 recuperados da doença e 815.267 pacientes em acompanhamento médico.

Atualmente, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o segundo país com mais mortes na pandemia em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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