Taliban fighters pose with weapons in an undisclosed location in Nangarhar province in this December 13, 2010 picture. REUTERS/Stringer (AFGHANISTAN - Tags: CIVIL UNREST IMAGES OF THE DAY)

Após 20 anos de missão Norte-Americana no País, grupo extremista retoma o controle do Afeganistão.

O recente Governo do presidente norte-americano Joe Biden já está marcado pelo fim da missão norte-americana no Afeganistão, que permitiu que o Talibã voltasse ao comando do país depois de 20 anos; o grupo é visto como extremista por fazer “justiça” por si só.
Um mapa de poder que muda todos os dias. O Afeganistão, que tem pouco mais de 38 milhões de habitantes e ao longo de quase duas décadas ocupou manchetes por causa da guerra ao terror anunciada pelos Estados Unidos após os atentados do 11 de setembro.

Na semana passada, soldados russos fizeram exercícios conjuntos com militares de Tajiquistão e Usbequistão e anunciaram programas de parceria com as duas ex-repúblicas. Moscou tem se aproximado do Taleban desde 2018, na expectativa de o grupo impedir a infiltração de jihadistas em áreas de minoria islâmica na Rússia.

A crise no Afeganistão preocupa muito os países da Ásia Central, que há muito tempo têm problemas com militantes islâmicos que várias vezes foram treinados pelo Taleban”, explica Vanda Felbab-Brown, pesquisadora do Brookings Institution. “A Rússia conseguiu do Taleban o compromisso de impedir esses militantes de agirem na região e tem influência em termos financeiros e políticos entre líderes políticos e tribais no Afeganistão para assegurar seus interesses.

O historiador e analista de política internacional Max Boot, diz que a “calamidade no Afeganistão” é um “desastre produzido por 4 governos”: 2 republicanos (George W. Bush e Trump) e 2 democratas (Obama e Biden).

De acordo com Boot, Bush não focou na construção de um governo e força militar afegãos. Obama “se atrapalhou” ao aumentar as formas norte-americanas, passando a mensagem de que os talibãs só precisam esperar para retomar o poder. Trump pecou ao iniciar os planos de retirada e possibilitar a libertação de 5.000 militantes do grupo extremista.
“É hora de os líderes afegãos se reconciliarem e formarem um governo aceitável para todos. Os últimos 42 anos de guerra provaram que ninguém vencerá lutando, por isso é hora de firmarmos um acordo, vivermos juntos e construirmos este país “, disse Rashid Sorosh, professor.