PEQUIM — Uma parte da Grande Muralha da China no condado de Shandan, em Gansu, desabou devido ao impacto de um terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a província Qinghai, no Noroeste do país, a uma profundidade de 10 quilômetros, no sábado, dia 8. A seção destruída, localizada a 114 quilômetros do epicentro em Menyuan, tinha dois metros e remontava à dinastia Ming (1368-1644).

Após uma inspeção das relíquias culturais e sua sua consequente descoberta do local do desabamento, as autoridades chinesas instalaram uma proteção naquele ponto e iniciaram o trabalho de reparo e restauração.

Segundo o portal “Global Times”, o terremoto atingiu uma área pouco povoada. De acordo com Shi Yucheng, chefe da Agência de Terremotos de Gansu, a área residencial mais próxima fica a 40 quilômetros do epicentro, onde os moradores estão acostumados a lidar com tremores. As casas dos moradores foram modernizadas ou reformadas para serem à prova de terremotos, o que também contribuiu para reduzir as vítimas em um terremoto de tal magnitude, disse Shi. No entanto, nem sempre foi assim. Em 14 de abril de 2010, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu Qinghai, deixando 2.698 mortos e 270 desaparecidos. À ocasião, mais de 90% das casas desmoronaram.

No último sábado, várias cidades sentiram o tremor, mas não houve relatos de mortes. Nove pessoas ficaram feridas, entre as quais oito já receberam alta hospitalar e uma segue em observação.

Fonte: O GLOBO