Pastor licenciado e procurador da Fazenda Nacional, o pré-candidato ao Senado Federal pelo PRTB da Paraíba, Sérgio Queiroz, anunciou, ontem (15), que defende mudanças na legislação eleitoral brasileira. Para ele, o Brasil deveria seguir o exemplo, de outras democracias do mundo que permitem candidaturas avulsas.

 

Atualmente a legislação eleitoral brasileira não permite que candidatos disputem eleição de forma sem vínculo com a uma sigla partidária, ou seja, o postulante tem que estar filiado a um partido. Mas quem defende que isso mude é o pré-candidato do PRTB da Paraíba ao Senado, pastor Sérgio Queiroz. “88% das democracias do mundo adotam a candidatura independente. Essa regra salvaria o Brasil da pajelança política”, afirmou o pastor.

Recentemente o líder religioso, disse em entrevista, que vai abrir mão do título de pastor durante a campanha eleitoral desse ano em respeito às diferenças de pensamento dentro da Igreja Evangélica na Paraíba.

“Eu conheço poucos que fizeram isso, mas eu quero dizer uma coisa: o meu não uso da igreja não é só me afastando da minha igreja, eu quero inclusive dizer a eventualmente a pastores e demais integrantes que apoiem a minha pré-candidatura é que eu não pisarei em cultos de nenhuma igreja para ser apresentado. Se os pastores quiserem falar com seus membros, em reuniões cívicas que a gente possa ter tudo bem, mas o culto a Deus, a missa, são atos sagrados e nós não podemos separar o corpo de cristo nesses momentos que são sagrados. Não podemos falar de candidaturas no púlpito das igrejas. Isso é uma questão minha”, avisou.

Questionado se a decisão poderia prejudica-lo eleitoralmente, o procurador admite que sim, mas ressaltou que sua consciência vale mais que qualquer oportunismo político e por isso não voltará atrás na decisão. “Se vai me prejudicar? Eu creio que vá, mas eu não estou me importando se isso vai me prejudicar. A minha consciência fala mais alto do que os oportunismos políticos”, emendou. As declarações do pré-candidato repercutiram em entrevista ao Sistema Arapuan.