Apesar da decisão de retorno das aulas presenciais na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está confirmada para a próxima segunda-feira (21), dois anos após a suspensão das atividades na instituição por causa da pandemia de Covid-19, a medida ainda gera divergências entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb) e a reitoria. Para o coordenador de Finanças do Sintespb Marcelino Rodrigues, a postura do reitor Valdiney Gouveia é de indiferença: “Falta diálogo com as entidades”, diz o sindicalista.

Para Marcelino Rodrigues, o Sintespb nunca foi contra o retorno, mas reclama que não há conversa por parte do reitor Valdiney Gouveia. “Falta diálogo com as entidades. Sugerimos uma proposta de biossegurança, mas foi descumprida”, afirma, destacando também que o protocolo de segurança, foi documentado e encaminhado à Comissão de Biossegurança. Entre as exigências estava o “passaporte da vacina” e o fornecimento de máscaras e álcool gel pela UFPB. Além disso, conforme enumerou Marcelino, há setores que não têm ventilação adequada. O argumento é que serão mais de 26 mil pessoas circulando ao mesmo tempo na instituição, o que pode levar a um aumento no número de casos da Covid-19 e de mortes pela doença.

Já o reitor da UFPB, considera que a retomada das aulas presenciais foi uma decisão do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). “Portanto, penso que foi em comum acordo”, disse, ressaltando que o diálogo sempre existe. “Estamos à disposição. Unicamente não poderemos oferecer o que não está previsto no orçamento ou contar com uma Universidade diferente daquela que se construiu nas últimas seis décadas”, afirmou.