O Brasil gerou 328.507 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro, apontam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho.

O segundo resultado positivo consecutivo do mercado formal é fruto de 2.013.143 admissões e 1.684.636 desligamentos efetivados ao longo dos 28 dias do mês passado.

Com o saldo positivo de contratações, o Brasil agora soma 41.157.217 vínculos celetistas ativos, valor 6,69% superior ao apurado em fevereiro do ano passado (38.574.720) e 0,8% superior ao número apresentado em janeiro (40.828.710).

No acumulado dos dois primeiros meses de 2022, o Brasil tem saldo positivo de 478.862 admissões. O resultado ocorre após 3.818.888 contratações e 3.340.026 desligamentos formais realizados no primeiro bimestre.

Apesar dos dados positivos, os números apresentados pelo Novo Caged têm se mostrado defasados após as atualizações realizadas pelos empregadores no sistema. Em 2020, as revisões mostram que foram cortados mais de 190 mil postos de trabalho com carteira assinada, ante 142.690 contratações anunciadas inicialmente.
Setores

Em fevereiro, os dados apontam para saldo positivo no nível de contratações em todos os cinco setores econômicos, com destaque para os serviços, que abriram 215.421 postos formais, o equivalente a quase dois terços de todas contratações (65,58%).

O saldo positivo do segmento foi distribuído principalmente nas atividades que envolvem administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (101.611), responsável por quase metade das contratações efetivadas no ramo.

Em menor escala, também contrataram mais do que demitiram ao longo do mês a indústria geral (43 mil cargos), a construção (39.453 vagas), a agropecuária (17.415) e o comércio (13.219).

Já no acumulado de 2022, o comércio é o único segmento a apresentar mais demissões do que contratações, com saldo negativo de 50.267 postos de trabalho com carteira assinada nos dois primeiros meses do ano.

Na comparação, a liderança também é ocupada pelos serviços (+316.936 postos). Na sequência, aparecem a indústria (+94.789 cargos), a construção (+75.615 vagas) e a agropecuária (+41.792 postos).

 

Agencia Brasil