Neste domingo (24) acontece o segundo turno da eleição presidencial da França. O atual presidente Emmanuel Macron e a candidata de direita Marine Le Pen tentam garantir o direito de comandar uma das principais potências políticas da Europa pelos próximos cinco anos.
Macron é favorito, segundo as pesquisas. As crises, da Covid-19 à guerra na Ucrânia, consolidaram a base centrista do atual presidente, candidato à reeleição. Enquanto Marine Le Pen capitalizou os medos de setores da população que nunca conseguiram se identificar com a personalidade e as propostas de Emmanuel Macron.
Como em 2017, um candidato que se apresenta como defensor da globalização enfrentará, portanto, a candidata que se diz nacionalista. Macron continua apostando em um forte discurso pró-europeu e na sua agenda de “reformas”. Le Pen se apega aos sentimentos de medo da população com a queda do poder de compra e o agravamento da crise, em um contexto de retorno da inflação.
Durante a campanha do segundo turno, Emmanuel Macron foi atrás dos votos da esquerda. Mas grande parte dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, terceiro colocado no primeiro turno, prefere se refugiar na abstenção ou no voto em branco, o que é considerado bom para Marine Le Pen, que concluiu sua campanha concentrando-se principalmente na mobilização de sua própria base eleitoral.
Apesar da vantagem de Emmanuel Macron, há analistas que não excluem uma surpresa, assinala o jornal conservador Le Figaro.
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