O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) voltou a confrontar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sugestões apresentadas pelas Forças Armadas para o aperfeiçoamento das urnas eletrônicas, mas que foram descartadas pela Corte. Bolsonaro deu a entender que a decisão deve ser reconsiderada, enquanto defendia o que define como “contagem” e “auditoria pública”. As declarações foram dadas durante o Mercado Global de Carbono, no Rio de Janeiro.

“As Forças Armadas, das quais sou chefe supremo, foram convidadas a participar do processo eleitoral. Não vão ser jogadas no lixo as observações, as sugestões das Forças Armadas. Não podemos enfrentar o sistema eleitoral onde paire a sombra da suspeição”, disse o presidente. 

Uma das sugestões apresentadas pelo chefe do Comando de Defesa Cibernética do Exército (ComDCiber), general Heber Garcia Portella, seria a contagem e validação de cada voto sufragado “mesmo que, por qualquer motivo, as respectivas mídias ou urnas eletrônicas sejam descartadas”. Na ocasião, uma das respostas do TSE foi de que a “digitação dos dados constantes do boletim de urna no Sistema de Apuração podem ser acompanhadas por fiscais de partidos e do Ministério Público”.

Combustíveis 

Ainda durante o cumprimento de agenda no Rio de Janeiro, Bolsonaro defendeu que a alta do preço dos combustíveis não é fato isolado do Brasil. Ele afirmou que medidas restritivas para contenção da Covid-19 são as responsáveis pelos aumentos sucessivos nos postos.

“Preço dos combustíveis, preço dos alimentos. Mas o Brasil é o que menos sofre esse problema no mundo”, disse o presidente, que também voltou a lamentar a atuação do STF pela concessão de autonomia a estados e municípios pra que pudessem tomar medidas restritivas em combate à doença.

Fonte: SBT News