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Tem chovido forte na Paraíba. Esta semana, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu pelo menos, oito alertas vermelhos de grande perigo de chuvas intensas para João Pessoa e várias cidades do Estado, com possibilidade de precipitações entre 60 mm/h ou mais de 100 mm/dia e ventos superiores a 100 km/h.

 

A meteorologista Marle Bandeira, da Agência Executiva de Gestão das Águas , relembrou que o período mais chuvoso deste ano nas regiões do Brejo, Agreste e Litoral da Paraíba ocorre entre abril e julho.

“Tivemos a presença de um aglomerado de nuvens que se deslocaram do oceano Atlântico em direção a costa leste da Paraíba e trouxeram pancadas mais fortes de chuva. Esse é um fenômeno comum em nosso Estado nesta época do ano”, explicou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.

Esse período vai até o fim de julho e, por vezes, até o início de agosto. Nos últimos dias, ocorreu um “resquício” de frente fria que veio do Sul do país e se juntou a um Distúrbio Ondulatório de Leste.

Mais porque tem chovido tanto no Nordeste, Segundo os meteorologistas, os Distúrbios Ondulatórios de Leste, também chamados de Ondas de Leste, são perturbações no campo de vento e pressão que atuam na faixa tropical do globo terrestre, em área de influência dos ventos alísios, que se deslocam desde a costa da África até o Litoral leste do Brasil.

Na prática, o que ocorre com esse fenômeno é a formação de nuvens de chuva por causa da circulação de correntes de vento que vêm do continente africano, passam pelo oceano e chegam ao Nordeste do Brasil.

“A previsão climática realizada por todos os centros estaduais do Nordeste do Brasil, indicou que aqui, para a parte leste do Nordeste, a previsão é de que as chuvas, o acumulado para o trimestre de junho a agosto, fiquem acima do normal”, disse.

As chuvas que caíram esta semana na Paraíba, causaram estragos em muitos municípios. A enchente derrubou barreiras, pontes e casas. Uma barragem rompeu em Pocinhos, no Agreste do Estado. A capital João Pessoa foi a mais afetada. Várias casas foram interditadas pela Defesa Civil, e alagamentos e inundações foram registradas durante a semana.

Segundo os meteorologistas, a quantidade de chuva acumulada na região do Agreste da Paraíba deve ficar entre 321 e 535 milímetros, enquanto, que na região do Brejo, essa expectativa é de 456 e 761 milímetros.

Já no Litoral, os números devem ficar entre 685 e 1.141 milímetros, no Cariri e Curimataú, entre 182 e 304 milímetros e Sertão e Alto Sertão, entre 230 e 380 milímetros.

No Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú as maiores chuvas concentram-se até o final deste mês. De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, mesmo sem previsão de precipitações acima da média histórica nestas regiões, é possível que algumas cidades registrem fortes chuvas.

“Não descartamos a possibilidade de eventos extremos durante este período. Isso porque as águas do Oceano Atlântico estão aquecidas, algo em torno de 28 graus. Isto faz com que as nuvens se desenvolvam mais, aumentando as chances de precipitações mais intensas”, explicou.