Estimativa é parte de estudo do Ipea, que projeta impactos econômicos com entrada do país na organização internacional

A adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) pode aumentar o PIB do país em 0,4%, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado na 6ª feira (3.jun.2022). Eis a íntegra (355 KB).

De acordo com o instituto, o percentual de crescimento equivale a R$ 28 bilhões por ano, em uma perspectiva do Produto Interno Bruto brasileiro para 2021.

O Ipea destacou que, entre os países que não integram a OCDE, o Brasil é o que tem o “maior grau de adesão aos instrumentos normativos e que participa do maior número de comitês da organização”.

Previamente, o país já adotou mais de 100 dos 253 termos legais da OCDE. Parte dos que ainda faltam vai requerer reformas em sistemas econômicos, como o tributário.

Segundo o instituto, “o Brasil pode beneficiar-se de forma expressiva com a adesão à OCDE, uma vez que essa participação é capaz de alavancar o desenvolvimento econômico do nosso país através do aumento da renda per capita dos brasileiros, do crescimento dos investimentos externos e da aproximação institucional das economias avançadas”.

O documento também cita como benefício um possível avanço nos indicadores de controle da corrupção e da qualidade regulatória.

Na projeção, o Ipea considera como parâmetro o aumento do PIB de países da UE (União Europeia) quando ingressaram no bloco europeu. O percentual de crescimento projetado para o Brasil corresponde à metade do observado, em média, entre os países que aderiram à UE.

ENTRADA DO BRASIL NA OCDE

A adesão à OCDE é uma das pautas prioritária da política econômica e de relações exteriores do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ingresso na instituição é visto como a principal forma de o país se adequar a padrões internacionais.

Em 25 de janeiro de 2022, o Conselho de Ministros da organização aprovou o início das negociações para a entrada plena do Brasil no grupo. Essas discussões, porém, devem se estender por 3 a 5 anos.

Os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) viajam a Paris esta semana para participar da reunião anual do Conselho da OCDE, a ser realizada de 8 a 10 de junho. A comitiva focará em discutir termos, condições e processos de acesso do Brasil à organização.

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