O cantor Cristiano, da dupla com Zé Neto, testou positivo para a Covid-19. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa dos artistas ao g1 na noite desta quarta-feira (8). Na semana passada, a dupla já havia cancelado a agenda de shows até 16 de junho após Zé Neto ter fraturado três costelas.

Conforme a assessoria, Cristiano fez o teste após ter tido contato com um familiar que contraiu o coronavírus no último fim de semana. O cantor está sem sintomas.

Até a publicação desta reportagem, nem Cristiano e nem Zé Neto haviam comentado sobre o assunto nas redes sociais deles ou da dupla.

Em março do ano passado, Cristiano, a esposa e a sogra precisaram ser internados no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) por complicações provocadas pelo coronavírus.

Zé Neto e o pai também testaram positivo para a Covid-19 em junho de 2020. O artista decidiu fazer o teste no Hospital de Base de Rio Preto após apresentar tosse, espirro e febre.

Na última sexta-feira (3), a dupla anunciou o cancelamento dos shows até o dia 16 de junho, após Zé Neto ter fraturado três costelas. Segundo a assessoria dos cantores, ele sentiu dores e foi ao Hospital de Base de Rio Preto, onde foram identificadas as fraturas.

O cantor então iniciou o tratamento e, por recomendação médica, deverá permanecer em repouso absoluto nos próximos dias, ainda segundo o comunicado emitido pela assessoria.

Polêmica com Anitta

No dia 12 de maio, Zé Neto se envolveu em uma polêmica com Anitta após fazer um discurso no palco em Sorriso (MT) ironizando a “tatuagem no toba” da cantora, e dizendo que eles são artistas que “não dependem da Lei Rouanet”.

O cantor então virou alvo dos fãs de Anitta nas redes sociais. Entre as críticas estava o fato de que Zé Neto ataca a Rouanet, mas faz shows com verbas de prefeituras, inclusive em Sorriso, por R$ 400 mil.

Este tipo de show não é exclusivo de Zé Neto e Cristiano. Sertanejos e artistas de outros estilos, inclusive Anitta, também já ganharam cachês altos de prefeituras, como mostrou o g1 no dia 19 de maio.

A contradição entre as críticas à Lei Rouanet, cujos projetos passam por vários critérios e controles, e shows de prefeituras, feitos sem licitação, virou debate.

O artigo 25 da Lei das Licitações permite que as prefeituras contratem um artista consagrado sem que seja feita uma licitação. A contratação pode, segundo a lei, ser direta ou por meio do empresário do artista, contanto que ele seja “consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública”. Mesmo assim, ainda é preciso haver um contrato público sujeito a controle de órgãos como Tribunais de Contas e Ministério Público.

Nas redes sociais, o tema entrou em alta, e ganhou até a hashtag #CPIdoSertanejo – não existe uma CPI de verdade, mas o assunto continuou repercutindo todos os dias.

O foco passou para Gusttavo Lima, que teve os maiores cachês revelados até agora. São três prefeituras na mira de Ministérios Públicos estaduais.

No dia 28 de maio, Anitta fez um comentário no Twitter sobre a proporção que o comentário de Zé Neto tomou: “E eu pensando que estava só fazendo uma tatuagem no tororó”.

Zé Neto não comentou a repercussão da crítica à Rouanet. Em show no dia 21 de maio, ele disse, após seus fãs xingarem Anitta, que ia “rezar por essas pessoas” e que não queria “incitar o ódio”.

 

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