O governo federal registrou superavit primário de R$ 14,3 bilhões em junho. O Tesouro Nacional divulgou os dados nesta 5ª feira (28.jul.2022). Eis a íntegra da apresentação (802 KB) e do relatório (344 KB).

O resultado das contas públicas de junho foi o melhor registrado em 11 anos, desde 2011, quando foi de R$ 20,24 bilhões –em valores atualizados pela inflação.

O resultado primário é formado pela subtração das receitas pelas despesas do governo. Não contabiliza o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do ano, o governo teve superavit primário de R$ 56,5 bilhões. Era um deficit de R$ 58,7 bilhões no mesmo período do ano passado.

Em 12 meses, há um saldo nas contas públicas de R$ 75,14 bilhões, o maior desde 2014. O secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, destacou que o superavit no acumulado de 12 meses porque mudou a data para o pagamento de precatórios. Foi pago nos primeiros meses de 2021 e, nesse ano, o pagamento será feito depois.

O valor é em torno de R$ 25 bilhões nas dívidas judiciais. O governo espera terminar o ano com um deficit de R$ 46,6 bilhões. A previsão é de R$ 59,3 bilhões negativos no Orçamento, mas há R$ 12,7 bilhões bloqueados.

A melhora do desempenho do resultado primário em junho se deve aos melhores números da arrecadação federal com impostos. Somou R$ 181 bilhões em junho, o melhor resultado desde o início da série histórica, iniciada em 1995, segundo a Receita Federal.

O principal destaque do lado da receita é o recebimento de bônus de privatização da Eletrobras, de R$ 26,6 bilhões. Também houve ganho com dividendos (R$ 25,8 bilhões), com destaque para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no valor de R$ 18,9 bilhões.

O superavit primário foi formado pelos resultados do Tesouro Nacional (R$ 56,846 bilhões), Banco Central (R$ 59 milhões negativos) e Previdência Social (R$ 42,353 bilhões negativos).

No 1º semestre, a Previdência Social teve deficit de R$ 171,7 bilhões, enquanto o Tesouro Nacional e o Banco Central registraram superavit de R$ 228,2 bilhões. Os dados foram apresentados nesta 5ª feira (28.jul) para jornalistas. Assista:

Até junho de 2022, as despesas sujeitas ao teto de gastos totalizaram 50,1% do limite estabelecido pela Emenda Constitucional, o que equivale a R$ 842,7 bilhões. O teto permite gastos de até R$ 1,681 trilhão.

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