A companhia aérea Gol deve cortar em 10% a oferta de voos para agosto e setembro depois de reportar prejuízo líquido de R$ 2,85 bilhões no 2º trimestre de 2022. Eis a íntegra do balanço financeiro (1 MB).

A previsão é do presidente da companhia, Celso Ferrer. Ele afirmou que a Gol tem projeção mais “racional e conservadora”, principalmente para agosto e setembro. Haverá uma recuperação posterior, segundo ele, nos meses subsequentes, mas em “ritmo mais lento” a empresa tinha estimado anteriormente.

Atualmente, a frota da Gol é de 144 aviões, uma alta de 17 em relação ao mesmo período de 2021. São 34 aeronaves do modelo 737-MAX. A empresa espera terminar o ano com 136 unidades, sendo 44 deste modelo. Até 2025, a empresa estima ter 150 aviões, com a frota sendo 50% da 737-MAX.

Reprodução/Gol

O plano de frota da Gol até 2025. Os números se reverem à quantidade de aeronaves. O preenchimento laranja corresponde aos aviões 737-MAX

As vendas totais da Gol subiram 180% em comparação com o mesmo período do ano passado. Somaram R$ 4,77 bilhões. A taxa de ocupação ficou em 77,2%, uma queda de 7,9 pontos percentuais abaixo em relação ao 2º trimestre de 2021.

Celso disse que os custos das passagens aéreas estão elevados por causa da preço do barril do petróleo, que está acima de US$ 100, e pelo dólar alto.

“A gente prevê que as tarifas continuarão assim ao longo dos próximos meses e na 2ª metade do ano”, disse. “A gente já consegue oferecer tarifas bem atrativas para os clientes desde que eles se programem para viajar com antecedência”, declarou.

Ele afirmou que a demanda corporativa impactou a ocupação no 2º trimestre. Exemplificou que, quando há uma viagem de reunião de trabalho com 5 pessoas, o grupo deixa de voar se só uma pessoa for infectada pela covid.

Poder 360