Cássia Eller morreu há mais de 20 anos, mas o jeito único de interpretar, intenso e vigoroso, associado a um repertório bem selecionado, original e adequado ao seu estilo, a fez permanecer na memória de muita gente até hoje.

Na esteira dessa lembrança, dois álbuns em ritmo de reggae do repertório da cantora, na voz de vários artistas, foram lançados. Um deles já está nas plataformas de música. Ressalta-se também que Cássia, que morreu precocemente aos 39 anos, faria 60 anos em dezembro.

O primeiro álbum Cássia Reggae (Universal Music) não chega a ser uma gravação raiz do gênero com o repertório dela. Trata-se de um registro sutil de reggae em sete canções – e talvez esteja aí o mérito do álbum produzido por Sergio Fouad e Fernando Nunes.

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A canção O Segundo Sol (Nando Reis), na voz de Gilberto Gil, saiu com um videoclipe. Mas o álbum abre com a clássica Lanterna dos Afogados (Herbert Vianna).

Chico Chico, filho de Cássia Eller e que hoje segue a carreira de músico, canta com Jorge Du Peixe o baião Coroné Antônio Bento (João do Vale e Luiz Wanderley). É um dos pontos altos do disco.

Amor Destrambelhado é interpretado pelos seus dois compositores, Lan Lanh – percussionista que teve ascensão na banda de Cássia – e Márcio Mello. Outra grande gravação.

Toni Garrido, ligado ao reggae-pop, canta em Palavras ao Vento (Moraes Moreira e Marisa Monte, 1999). Já Margareth Menezes, com a participação do trombonista Maestro Tiquinho, registrou a enigmática Malandragem (Roberto Frejat e Cazuza).

O disco Cássia Reggae fecha com Zé Ricardo em boa interpretação de O Meu Mundo Ficaria Completo (Com Você).

O álbum rememora de forma bem sucedida Cássia Eller. Bom disco para se ouvir.

 

Carta Capital