Imagem: Associação dos Cartunistas do Brasil/G1)

Na última sexta-feira, o Brasil acordou triste: perdemos Jô Soares, que deixou sua marca na TV, no teatro, na literatura, no cinema, nas artes plásticas. Um ícone que será sempre lembrado por seu humor e seu carisma. Como forma de homenagem, a Associação dos Cartunistas do Brasil fez uma exposição virtual com ilustrações retratando o Jô e seus momentos mais marcantes.

Contribuíram com a exposição nomes como Mauricio de Sousa, Adão Iturrusgarai, Baptistão e Fábio Moon. Nos desenhos, são lembrados bordões clássicos do apresentador (como “Beijo do gordo!”), suas entrevistas no Programa do Jô e seu estilo único de se vestir. Confira abaixo algumas das ilustrações.

Homenagem de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, a Jô Soares (imagem: Associação dos Cartunistas do Brasil/G1)

Segundo o site Paraíba Online, existe a possibilidade de que a mostra se torne física e percorra o país.

Te interessa?

Uma homenagem justa e merecida que, certamente, seria um sucesso de público – uma forma das pessoas lembrarem de como Jô era querido e talentoso. Se você quiser ver mais ilustrações da homenagem, clique aqui.

Homenagem de Cacinho à esquerda e de Francisco Machado à direita (imagem: Associação dos Cartunistas do Brasil/G1)

Em sua carreira, ele fez nada mais nada menos do que 14.426 entrevistas! Um número impressionante. Foram 28 anos apresentando talk-shows, 300 personagens interpretados, 9 livros publicados, 24 peças de teatro como diretor e 8 exposições de pintura – sim, o Jô também era artista plástico! Um artista extremamente versátil, que se aventurou por praticamente todos os ramos das artes.

À direita, ilustração de Jorge Inácio; à esquerda, ilustração de Gisele Henriques (imagem: Associação dos Cartunistas do Brasil/G1)

Uma trajetória de tirar o chapéu

Não é exagero dizer que quase todo mundo tem alguma lembrança boa do Jô. Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1938, e, aos 14 anos, foi estudar na Suíça. O pai era diplomata e o Jô pretendia seguir a mesma carreira, mas acabou se apaixonando pela arte, especialmente o teatro.

Quando ele ia completar 17 anos, a família retornou ao Brasil e Jô estava decidido que iria trabalhar com teatro. Muito antes de ficar famoso, fazia bicos de esquetes de humor no estacionamento de um supermercado. Começou a andar com artistas e atores e viu sua carreira decolar no passar dos anos.

Como escritor, estreou com o livro O Astronauta sem Regime, em 1983, e teve até um best-seller adaptado para o cinema: O Xangô de Baker Street, publicado em 1995 e levado à tela grande em 2001.

A história traz o detetive Sherlock Holmes e seu parceiro Watson para o Rio de Janeiro, onde investigam o roubo de um violino do Segundo Reinado. Uma curiosidade: no filme, o próprio Jô Soares faz uma participação como ator.

Na televisão, a trajetória é mais impressionante ainda. Quantas entrevistas e convidados incríveis não passaram pelo Programa do Jô? Fica difícil até de dizer com medo de esquecermos de algum!

Obrigado por tudo, Jô!

(G1Correio Braziliense e Paraíba Online )

 

Awebic / Terra