A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta sexta-feira (12), o pedido impetrado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PT), que buscava  derrubar a condenação inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico nas eleições de 2014, quando o petista foi reeleito governador contra Cássio Cunha Lima (PSDB).

A magistrada rejeitou o pedido com base do regimento interno do STF negou seguimento a liminar pela defesa do petista.

Há um outro recurso em tramitação no STF, que será julgado pela ministra Cármen Lúcia. Ricardo reconheceu que a condenação do TSE poderia prejudicar o registro de sua candidatura ao Senado Federal pelo PT.

“A proximidade das Eleições de 2022 ainda com a pendência de análise das razões constitucionais expostas no recurso demonstra o grave risco de que a discussão a respeito de sua inelegibilidade o prejudique de maneira irreversível, pois haveria potencial indeferimento de seu pedido de registro de candidatura”, dizia a petição.

Apesar da inelegibilidade, o Partido dos Trabalhadores solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de sua candidatura ao Senado Federal. A postulação, no entanto, ainda precisa ser julgada pela Justiça Eleitoral.