Incorporado à campanha nacional Agosto Lilás, voltada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o Creci-PB oferecerá às 19h de amanhã (quarta-feira) palestra sobre o tema “Conscientização pelo fim da violência contra a mulher”, a ser proferida por Wládia Holanda de Lima, com dupla autoridade no assunto, por ser mulher e atuar como delegada de polícia civil numa unidade especial para esse atendimento (DEAM).

As inscrições podem ser feitas clicando aqui e as interessadas devem agilizar já que as vagas são limitadas a 100 participantes, capacidade do auditório da Sede do Conselho, em João Pessoa.

“Além do tema principal, a experiente delegada dará dicas e orientações importantes às mulheres corretoras de imóveis acerca de situações às quais expostas no seu cotidiano profissional, para que não se repitam casos como o de uma colega vítima de agressões e cárcere privado por falsos clientes num apartamento no conjunto do Bancários” afirmou o presidente Ubirajara (Bira) Marques, que também integra o aparelho policial do Estado.

Brunch antecede evento

O evento, organizado pela Comissão da Mulher de João Pessoa, coordenado por Ana Célia, será antecedido de um brunch e faz parte da programação comemorativa aos 60 anos da regulamentação da profissão de corretor de imóveis

Há 35 anos, por meio do Decreto 11.276 de 1987, foram finalmente criadas as primeiras Delegacias da Mulher da Paraíba – em João Pessoa e Campina Grande e atualmente, o Estado conta com 14 especializadas em João Pessoa (unidade Sul na Central de Polícia e Norte no Centro), Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Mamanguape, Campina Grande, Guarabira, Picuí, Monteiro, Queimadas, Patos, Sousa e Cajazeiras.

Onde tudo se inicia

É na Polícia Civil da Paraíba onde todo o processo se inicia, mais especificamente na DEAM, que atende às vítimas de violência doméstica e sexual, quando após ouvir o relato, a delegada explica sobre os procedimentos a serem realizados de acordo com o caso, como instauração de inquérito policial ou boletim de ocorrência, e informa sobre a possibilidade de solicitação de medidas protetivas de urgência, a exemplo do distanciamento do agressor.

Com o consentimento da vítima, a delegacia também pode encaminhá-la para acompanhamento pela Patrulha Maria da Penha, bem como ao acolhimento de uma Casa Abrigo, nos casos em que a mulher sofre risco iminente de morte e não tem onde ficar em segurança.

Atendimento 24h para medidas protetivas

Já pessoas inseridas no programa têm um número telefônico exclusivo 24h. Trata-se de um plantão formado por um oficial da Polícia Militar e uma técnica da Secretaria de Mulheres. Caso ocorra uma urgência (por exemplo, o agressor na frente de casa ou tentando se aproximar), ela entra em contato.

Por sua vez, a Patrulha Maria da Penha, desenvolvida a partir da criação das delegacias, recebe, em média, 40 solicitações diárias de medidas protetivas.

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