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Para identificar o potencial dos óleos essenciais com a aromaterapia no tratamento da ansiedade, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através do Programa de Pós-graduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento, abriu 80 vagas para pessoas interessadas em participar do tratamento. Em entrevista ao ClickPB, nesta terça-feira (16), o responsável pelo estudo, o pesquisador Theonys Borges, explicou que a iniciativa desenvolve um estudo inédito no Brasil de tratamento alternativo para ansiedade.

“Nossa pesquisa já passou pela Fase I, e agora estamos entrando na Fase II, e precisamos de voluntários que tenham um quadro de ansiedade inicial, sem ser patológico. Elas serão acompanhadas por 60 dias. Faremos o tratamento com a aromaterapia em quatro semanas e depois sem os óleos. Iremos identificar o efeito rebote, ao compararmos o antes e o depois do tratamento com os óleos nas pessoas, para sabermos o que acontece quando as pessoas fazem uso dos medicamentos ansiolíticos que funcionam por um determinado tempo e quando a pessoa interrompe o tratamento os sintomas retornam. Então, a gente quer saber se isso ocorre com a aromaterapia”, explicou.

O número de pessoas que sofrem com a ansiedade vem aumentando a cada dia e o programa quer identificar a diferença dos tratamentos naturais com os medicamentosos. A ansiedade é uma das principais queixas dos usuários da Atenção Básica do Sistema Único de Saúde, ao lado da depressão e das síndromes de somatização. O transtorno de ansiedade é considerado o segundo fator mais incapacitante na maioria dos países das Américas segundo a Organização Pan-Americana de Saúde.

“Hoje temos inúmeras pesquisas que mostram a eficácia dos óleos essenciais para
tratamento de ansiedade, depressão, distúrbio do sono, mas que necessitam de uma
padronização e de critérios objetivos de quem são as pessoas que podem se beneficiar do
tratamento, e é isso que estamos propondo”, explica o pesquisador Theonys Borges,
responsável pelo estudo.

Atualmente o tratamento para a ansiedade utiliza-se de medicamentos ansiolíticos, que
são eficazes em reduzir os sintomas, mas que apresentam efeitos adversos como sedação,
dependência, tolerância e outros, o que não ocorre com os óleos voláteis, por isso têm se
intensificados os estudos de tratamento alternativo com essas substâncias.

A pesquisa é desenvolvida dentro do Laboratório de Psicofarmacologia da UFPB
(PsicoFarm) e é orientada pela professora doutora Mirian Salvadori. “Nós temos a
oportunidade de ver uma pesquisa desenvolvida na Paraíba, colaborando com a ciência em
nível internacional, visando a diminuir os danos de um problema de saúde pública, por isso
contamos com a colaboração de todos”.

Para participar do estudo, o(a) voluntário(a) precisa residir em João Pessoa, ter entre
18 e 30 anos, não ser alérgico a odores/aromas, não ser dependente químico ou estar
utilizando medicamentos ansiolíticos, antidepressivos e narcóticos, e precisa estar
convivendo com os sintomas psicológicos (pensamentos ansiosos e preocupados) e fisiológicos da ansiedade (palpitação, tensão, sudorese, falta de ar ou insônia) por pelo menos 30 dias.

As inscrições encerram no dia 15 de agosto e os interessados devem preencher o formulário no endereço aquie aguardar o contato dos pesquisadores para agendar a triagem. Para mais informações o telefone/whatsapp é: 083 99832 8652.

 

ClickPB