O uso indevido da imagem de Gugu Liberato (1959-2019) para vender lápides revoltou os familiares do apresentador. Eles notificaram a empresa responsável para tirar o anúncio imediatamente de um site de vendas e também do Google. O comunicador, aliás, não é a única celebridade envolvida na divulgação das peças funerárias.

Os dados do ex-SBT foram utilizados para demonstrar o serviço de personalização dos azulejos, que poderiam incluir a data de nascimento, nome completo, foto da pessoa a ser homenageada e até uma mensagem de reflexão. A informação foi revelada em primeira mão pela colunista Fábia Oliveira.

Procurada, a assessoria da família Liberato explicou que eles não entraram com um processo, mas com um pedido para retirar as imagens das peças mortuárias com Gugu da internet.

“O advogado já notificou para tirar do ar e também da busca do Google, se não fica lá aquela foto horrorosa. Eles usam imagens de outras pessoas conhecidas que já morreram, uma coisa de extremo mau gosto, absurda”, explicou.

A empresa responsável também utilizou indevidamente as imagens do cantor Gabriel Diniz (1990-2019); do ator Eduardo Galvão (1962-2020); da musicista Whitney Houston (1963-2012); do intérprete Paul Walker (1973-2013); e da atriz Nicette Bruno (1933-2020).

Gugu morreu em novembro de 2019, após sofrer uma queda enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa em Orlando, nos Estados Unidos. Ele apresentou um quadro irreversível de morte cerebral, e a família respeitou o desejo dele autorizando a doação de órgãos –beneficiando até cinquenta pessoas.

O comunicador deixou a mulher Rose Miriam Di Matteo, que foi excluída do testamento dele. Ela disse na época que vivia à base de empréstimos e estaria com dificuldades financeiras.

O patrimônio também causou cizânia entre os herdeiros João Augusto, de 20 anos; e as gêmeas Sofia e Marina, de 18.

 

UOL