A ministra da Saúde de Portugal, Marta Temido, pediu demissão na manhã desta 3ª feira (30.ago.2022). A sua gestão estava sendo amplamente criticada por orientar o fechamento temporário das emergências obstétricas de vários hospitais do país por falta de profissionais durante as férias de verão.  A medida faz com que mulheres precisem ser transferidas entre as unidades.

Segundo nota do Ministério da Saúde português aos veículos de mídia locais, Temido renunciou “por entender que deixou de ter condições para se manter no cargo”.

Em outro comunicado, o primeiro-ministro António Costa agradeceu a dedicação da ministra. Mencionou especialmente a sua atuação à frente da política de contenção da covid-19. Ele também disse que o pedido de demissão foi aceito.

A demissão da ministra foi divulgada pouco depois de relatos que uma mulher grávida teria morrido no sábado (27.ago) em Lisboa. A gestante teria sofrido uma parada cardíaca dentro de uma ambulância, quando era transportada de um hospital para outro por falta de vagas.

Temido estava à frente do Ministério da Saúde desde outubro de 2018. Foi elogiada na atuação de combate à covid-19, especialmente pelo sucesso da campanha de vacinação.

Recentemente, no entanto, passou a ser criticada com a falta de profissionais no sistema público de saúde. Médicos reclamam de más condições de trabalho e fadiga extrema.

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