Twitter
WhatsApp

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), voltou a criticar as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta 2ª feira (26.set.2022). Em sabatina na Record TV, o chefe do Executivo disse que a Corte é “parcial” e comete “perseguição política” em suas decisões.

“Não mando no TSE. Não tem como convencê-los. Por exemplo, estou proibido de fazer ‘live’ dentro da minha casa oficial, tenho que ir para casa de alguém. Perseguição política. Não posso usar as imagens do 7 de Setembro no horário eleitoral. Por quê?”, disse.

Perguntado se aceitará o resultado em possível derrota, o candidato disse que pretende esperar o resultado para decidir se reconhecerá a eleição do adversário. Não quis afirmar, mais uma vez, que aceitará a decisão das urnas.

Bolsonaro comentou sobre atos específicos que, na avaliação dele, são parciais. Citou, por exemplo, a decisão de Cármen Lúcia de mandar retirar outdoors pró-Bolsonaro em Brasília, a proibição da veiculação de imagens do 7 de Setembro em propaganda eleitoral.

“Nós resgatamos o patriotismo no Brasil. A esquerda, o PT e seus afiliados sempre pisaram na bandeira, tocavam fogo, rasgavam, não queriam saber da bandeira nacional. A bandeira deles é bandeira vermelha. Resgatei isso e hoje em dia, e o TSE, de forma parcial, me persegue dessa forma.”

Lula

Na sabatina, Bolsonaro associou o ministro Edson Fachin à suposta amizade com o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe do Executivo disse que pensou em não fazê-lo, mas resolveu, durante a entrevista, criticá-lo.

“Não queria falar, mas termino com uma coisa: os mesmos juízes que tiraram o Lula da cadeia e o tornaram elegível são exatamente os mesmos que conduzem o processo eleitoral brasileiro e que tudo dificultam para que a Comissão de Transparência Eleitoral consiga evitar a possibilidade de questionamentos ao término das eleições.”

Violência política

Bolsonaro falou sobre os casos recentes de violência que envolvem seus apoiadores. Disse que o seu apelo não consegue evitar a violência política. “Lógico que a gente faz o apelo: não briguem. Mas, pô, se isso resolvesse o problema, estaria safo”.

Segundo o chefe do Executivo, adversários fazem “uso político” quando apoiadores de seu governo cometem algum delito. “Quando há um problema, potencializam para cima de mim”, disse.

 

PODER 360