O ministro Edson Fachin (foto) foi o relator da matéria no Supremo

Um artigo do The New York Times, o maior jornal dos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira, 26, fez um retrato do atual desequilíbrio entre os três poderes constitucionais no Brasil, apontando para a recente expansão de força no Supremo Tribunal Federal, como uma potencial ameaça à democracia do país. O título escolhido pela publicação foi o questionamento: “Para defender a democracia, a suprema corte do Brasil está indo longe demais?”. A reportagem usa a recente operação contra oito empresários bolsonaristas para ilustrar a atuação do STF acima de princípios democráticos. No caso em questão, a Polícia Federal agiu sob ordens do ministro Alexandre de Moraes, com base em conversas privadas dos envolvidos em uma rede de mensagens. Segundo o The New York Times, essa teria sido uma demonstração do poder da suprema corte e de sua expansão pelo país. A reportagem cita a preocupação de juristas sobre ilegalidades na atuação do STF, dizendo que o ativismo judicial de Moraes e seus colegas conta com o apoio de líderes políticos de esquerda e grande parte da imprensa. O artigo se concentrou ainda no poder exercido por Moraes nos últimos anos, resumindo ao leitor casos como o da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PTB), nos quais, segundo a publicação, na totalidade das ações, o ministro agiu unilateralmente. Para ilustrar aos norte-americanos o poder do STF no Brasil atualmente, o The New York Times fez uma comparação entre a suprema corte dos Estados Unidos, que avalia de 100 a 150 casos anualmente, enquanto o STF emitiu mais de 505 mil decisões nos últimos cinco anos.

 

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